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Cabo Frio

CDL Campos cobra reação da Prefeitura após LATAM escolher Macaé para novos voos

Declaração critica a falta de articulação política para ampliar a malha aérea e defende mudanças na concessão do aeroporto

Foto: Divulgação
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O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, Fábio Paes, criticou nesta quarta-feira, dia 5, a situação do Aeroporto Bartolomeu Lisandro após o anúncio de novos voos comerciais da LATAM para Macaé. Em vídeo publicado nas redes sociais oficiais da entidade, o dirigente afirmou que empresários estão “tristes, decepcionados e envergonhados” com a falta de novas operações aéreas em Campos dos Goytacazes.

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Olha, é desanimador a gente ler uma notícia hoje de que Macaé e Cabo Frio vão ter voos para São Paulo com a companhia aérea LATAM. A gente fica triste e decepcionado porque essa empresa que administra o Aeroporto de Campos, a Infra, tem a concessão feita pela Prefeitura Municipal de Campos, na época do governo Rafael Diniz, e está administrando o aeroporto até hoje. afimou o dirigente.

A manifestação ocorreu após a LATAM anunciar que iniciará, em fevereiro de 2027, voos diretos entre Macaé e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A operação contará com três frequências semanais e faz parte da expansão da malha aérea da companhia, que também incluiu Cabo Frio entre os novos destinos atendidos. Confome noticiamos aqui.

Segundo Fábio Paes, a concessionária responsável pela administração do Aeroporto Bartolomeu Lisandro deveria liderar as negociações para atrair novas companhias aéreas. Afimou também que a falta de novos voos prejudica diferentes setores da economia local, citando empresários, médicos, dentistas e organizadores de eventos que dependem do transporte aéreo para suas atividades.

Essa empresa deveria ser a primeira a buscar articulação para a atração de novas companhias aéreas, para Campos ter oferta de voos, seja para o Rio de Janeiro, para São Paulo ou para onde for. Mas a gente não vê nada nesse sentido, afirmou. o presidente da CDL.

Durante a gravação, Fábio Paes pediu que a atual gestão na Prefeitura de Campos avalie a concessão do aeroporto caso a empresa responsável não esteja cumprindo suas obrigações.

Se é possível rescindir esse contrato com essa empresa que tem a concessão do nosso aeroporto, rescinda. Se ela não está prestando o serviço adequado para a nossa cidade, o certo é denunciar o contrato, cancelar o contrato, rescindir o contrato e partir para uma nova licitação, declarou.

Presidente da CDL cobra reação de Campos após LATAM escolher Macaé para novos voos

Gestão municipal e concessão à iniciativa privada

Em 2013, a União delegou ao Município de Campos dos Goytacazes a administração do Aeroporto Bartolomeu Lisandro por 35 anos, durante a gestão da então prefeita Rosinha Garotinho. A operação permaneceu em período de transição com a Infraero até que a Prefeitura assumisse integralmente a administração do terminal.

Já em 2018, na gestão do então prefeito Rafael Diniz, a Prefeitura estruturou um novo modelo de administração e realizou uma licitação para conceder à iniciativa privada a operação do Aeroporto Bartolomeu Lisandro e do Heliporto Farol de São Tomé. O processo foi precedido por consulta pública, audiência pública e autorização do Governo Federal.

A vencedora foi a Infra Operações Aeroportuárias Campos dos Goytacazes S.A., que assinou contrato em fevereiro de 2019 para administrar, operar, manter e explorar comercialmente os dois equipamentos aeroportuários por cerca de 30 anos, permanecendo ambos como patrimônio público municipal.

A definição de novas rotas comerciais não cabe à concessionária responsável pela administração do aeroporto. A abertura de voos regulares é uma decisão das próprias companhias aéreas, que avaliam fatores como demanda de passageiros, viabilidade econômica, disponibilidade de aeronaves, estratégia de mercado e infraestrutura aeroportuária antes de iniciar uma operação.

À concessionária compete administrar, operar e manter o aeroporto em condições adequadas, além de realizar ações comerciais e institucionais para apresentar o potencial do terminal e buscar atrair companhias aéreas interessadas, sem poder determinar ou obrigar qualquer companhia a implantar novas rotas.

Atualmente, o Aeroporto Bartolomeu Lisandro tem oferta limitada de voos comerciais, cenário que tem motivado cobranças de entidades empresariais e representantes do setor produtivo pela ampliação da malha aérea e pela atração de novas companhias.

Procuradas,  a concessionária Infra, responsável pelo terminal e a Prefeitura de Campos dos Goytacazes, ainda não responderam as solicitações da reportagem. O espaço segue aberto para atualizações.

LATAM escolhe Macaé e Cabo Frio
A empresa aérea anunciou nesta semana que Macaé passará a contar com voos regulares para São Paulo a partir de fevereiro de 2027. A companhia utilizará aeronaves Embraer E195-E2 em ligações diretas com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, ampliando o acesso dos passageiros a conexões nacionais e internacionais.

Além de Macaé, Cabo Frio também foi incluída no plano de expansão da companhia. Segundo a LATAM, a ampliação da malha ocorre com a incorporação de novos jatos da fabricante brasileira Embraer e contempla ainda Joinville (SC), Londrina (PR), Ribeirão Preto (SP), São José do Rio Preto (SP), Pelotas (RS) e Uberlândia (MG).

 

 

 

ATUALIZADO ÀS 12h12  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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