O município de Guarapari, no litoral do Espírito Santo, registrou 16 casos de catapora desde maio deste ano. O número chama atenção na comparação com 2025: entre janeiro e agosto do ano passado, nenhum caso da doença havia sido registrado na cidade.
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Diante do aumento, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu um alerta à população. Também conhecida como varicela, a catapora é altamente contagiosa e há ainda casos em investigação no município. O Espírito Santo também registra aumento de notificações da doença em diferentes regiões.
A Vigilância Epidemiológica informou que acompanha os registros e orienta as unidades de saúde sobre medidas para reduzir a transmissão. Pessoas que apresentarem sintomas devem procurar atendimento e, em caso de suspeita ou confirmação, evitar contato com outras pessoas até que todas as lesões estejam cicatrizadas.
A transmissão da catapora pode ocorrer pelo ar, durante a fala, tosse ou espirro, pelo contato com o líquido das bolhas e também por objetos contaminados. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus entre um e dois dias antes do aparecimento das lesões e continua contagiosa até que todas as bolhas tenham se transformado em crostas.
Entre os principais sintomas estão febre acima de 38,5°C, dor de cabeça, mal-estar, coceira intensa e manchas vermelhas que evoluem para bolhas e, posteriormente, crostas.
Embora seja mais frequente na infância, a doença pode apresentar formas mais graves em adultos, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Quando procurar atendimento
A orientação da Secretaria de Saúde é procurar uma unidade de saúde diante da presença de dois ou mais sintomas, principalmente febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar ou surgimento de lesões pelo corpo.
Quem estiver com suspeita ou diagnóstico de catapora também deve ficar afastado da escola, do trabalho e de outras atividades até a completa cicatrização das lesões.
Vacina disponível no SUS
A principal forma de prevenção é a vacinação contra a varicela, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A recomendação é verificar a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso existam doses pendentes.

