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Macaé

Após feminicídio, Câmara de Macaé discute medidas de proteção às mulheres

Audiência pública deve debater o combate à violência de gênero após a morte de Tuani Maia, assassinada pelo ex-companheiro no local de trabalho

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A retomada dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Macaé, nesta terça-feira, dia 4, foi marcada pela repercussão do feminicídio que vitimou Tuani Maia Nascimento, de 33 anos, assassinada pelo ex-companheiro dentro da loja onde trabalhava, no último sábado (1º). Diante do caso, vereadores anunciaram propostas e defenderam o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

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A principal iniciativa partiu da vereadora Leandra Lopes (PT), que apresentou requerimento verbal para a realização de uma audiência pública ainda neste mês. O objetivo é reunir representantes da sociedade, órgãos de segurança e do poder público para discutir mecanismos mais eficientes de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Ao justificar a proposta, a parlamentar destacou a campanha Agosto Lilás, voltada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher, e lembrou os índices de feminicídio registrados no país.

Durante a sessão, o vereador Amaro Luiz (PV) voltou a defender projetos voltados à proteção das vítimas. Entre as propostas, está a regulamentação da comercialização de sprays de defesa pessoal para mulheres e um sistema de monitoramento eletrônico para fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas. Segundo ele, o uso da tecnologia pode contribuir para evitar novos casos de violência.

Já a vereadora Liomar Queiroz (Agir) reforçou a necessidade de ampliar as ações de conscientização desde a infância e voltou a cobrar a implantação de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Macaé. Para a parlamentar, é necessário unir esforços para garantir atendimento adequado e fortalecer a rede de proteção às vítimas.

Relembre o caso

O debate ocorre poucos dias após o feminicídio de Tuani Maia Nascimento, de 33 anos, morta a facadas pelo ex-companheiro na manhã de sábado (1º), dentro do estabelecimento onde trabalhava, no bairro Alto dos Cajueiros, em Macaé.

Segundo as investigações, a vítima possuía medida protetiva contra o agressor e já havia registrado denúncia por violência psicológica e ameaça. Após o crime, o suspeito tentou tirar a própria vida, foi socorrido e permanece internado sob custódia policial. A principal linha de investigação aponta que o feminicídio teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.

O caso provocou forte comoção em Macaé e reacendeu o debate sobre a efetividade das medidas de proteção às mulheres vítimas de violência, tema que deverá ser discutido na audiência pública proposta pela Câmara Municipal.

ATUALIZADO ÀS 15h58  •   Da Redação — Produzido pela equipe de jornalismo em regime de plantão do portal NF10. Especializado em fatos urgentes, cotidiano, clima, trânsito e utilidade pública, com responsabilidade e agilidade em informar.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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