A secretária de Meio Ambiente e Urbanismo de Búzios, Roseli de Almeida Pereira, foi exonerada, poucas horas depois de ser alvo da Operação Occulta Manus, da Polícia Federal. A saída ocorre quatro dias após ela retornar ao comando da pasta, depois de um afastamento determinado pela Justiça.
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O vaivém começou no dia 30 de julho, quando Roseli foi afastada cautelarmente. Ela reassumiu a secretaria no último sábado, 8, mas permaneceu na função por apenas quatro dias.
Em meio ao “tira casaco, bota casaco” no comando da pasta, a Polícia Federal voltou às ruas e cumpriu oito mandados de busca e apreensão na Região dos Lagos. Foram quatro em Búzios, dois em Cabo Frio, um em Araruama e outro em Saquarema. As ordens partiram da 5ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Rio de Janeiro.
Horas depois da operação, Roseli foi exonerada pelo prefeito Alexandre Martins.
Entenda o caso
A Operação Occulta Manus investiga um suposto esquema de corrupção e fraude na concessão de licenças e autorizações ambientais em Búzios.
Segundo a investigação, agentes públicos ligados à Secretaria Municipal do Ambiente e Urbanismo teriam usado os cargos para favorecer interesses particulares. A apuração também verifica possíveis facilidades para instalação e funcionamento de empreendimentos potencialmente poluidores sem as autorizações exigidas.
A operação desta quarta-feira reuniu a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a 1ª Promotoria de Justiça de Armação dos Búzios. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa, associação criminosa, prevaricação e concessão irregular de licenças e autorizações ambientais.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a extensão das irregularidades. Os fatos apurados ainda estão sob investigação e não representam condenação dos citados.

