Presa em um sítio na Região Serrana do Rio, Verônica Costa (PL), conhecida como “Mãe Loira do Funk”, contestou a condenação a 10 anos e oito meses de prisão por tortura contra o ex-marido ao chegar à Cidade da Polícia, na capital fluminense, na madrugada desta sexta-feira, dia 25. Cercada por jornalistas, a ex-vereadora afirmou estar triste com a decisão e disse que o Judiciário “errou” em seu caso.
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Eu tive uma arma na cabeça. O Judiciário errou e eu admirei sempre o Judiciário. Eu estou triste, estou sem acreditar, declarou.
Verônica também rejeitou ser tratada como criminosa e mencionou sua trajetória na vida pública.
Aqui não tem nenhuma bandida, nenhuma corrupta. Aqui tem uma mulher que trabalhou muito para o povo e que não merece. Isso é maldade, afirmou.
A ex-vereadora havia sido localizada horas antes por agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter) em uma propriedade na região de Araras, em Petrópolis. Outras três pessoas condenadas no mesmo processo também foram presas.
Antes da captura, policiais fizeram buscas em endereços ligados a Verônica na capital, sem encontrá-la. Segundo informações divulgadas pelo g1, ela teria trocado de carro ao menos quatro vezes durante o deslocamento até a Região Serrana, em uma tentativa de dificultar o rastreamento da polícia.
A ordem de prisão foi expedida pela 16ª Vara Criminal da Capital após o trânsito em julgado do processo, quando se encerraram as possibilidades de recurso contra a condenação.
Caso começou em 2011
O processo tem origem em um episódio ocorrido em fevereiro de 2011. Segundo a denúncia do Ministério Público, Márcio Costa, então marido de Verônica, foi amarrado e submetido a agressões durante cerca de 20 horas.
Verônica foi condenada em primeira instância, em 2019, a cinco anos e dez meses de prisão. Posteriormente, após recurso do Ministério Público, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aumentou a pena para 10 anos e oito meses, com cumprimento inicial em regime fechado.
A ex-vereadora negou as acusações durante o processo e sua defesa contestou a condenação. Com o trânsito em julgado, a sentença tornou-se definitiva e a Justiça determinou o cumprimento da pena.

