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Justiça

Auditoria aponta R$ 4,45 milhões em irregularidades no Programa Empoderadas

Relatório da Secretaria Estadual da Casa Civil identificou pagamentos indevidos; caso será enviado ao MPRJ, MPT e TCE-RJ

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma auditoria do Governo do Estado do Rio de Janeiro identificou cerca de R$ 4,45 milhões em pagamentos considerados irregulares na execução do Programa Empoderadas, política pública voltada ao enfrentamento à violência contra a mulher. O levantamento também aponta falhas de controle interno e uso de recursos do programa para despesas sem relação com as atividades previstas.

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A fiscalização foi conduzida pela Secretaria de Estado da Casa Civil e analisou a execução do programa ao longo de 2025, realizada por meio de descentralização orçamentária entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Entre os principais pontos levantados está o pagamento de R$ 2,92 milhões em remunerações adicionais a 49 servidores da Uerj e da SEDSODH. Segundo a auditoria, os profissionais já recebiam do Estado para o exercício de suas funções e as vantagens adicionais não teriam respaldo nas hipóteses previstas na legislação estadual.

Outro R$ 1,53 milhão do Programa Empoderadas teria sido destinado ao custeio de estruturas e atividades administrativas da Uerj sem relação direta com o objeto da política pública. A conclusão foi obtida após a análise de 18 processos de pagamento.

Entre as despesas apontadas estão R$ 607,9 mil para o GT-eSocial, R$ 461,9 mil para apoio à administração de projetos e R$ 223,3 mil para um projeto de Residência Médica de Família. Também aparecem pagamentos para a Comissão de Sistemas Acadêmicos e para um seminário de saúde mental.

O cruzamento dos nomes de 113 beneficiários com as folhas oficiais de pagamento mostrou ainda que 59 deles, o equivalente a 52,2% do total analisado, eram servidores ativos da Uerj e receberam os valores questionados nos mesmos meses em que tiveram a remuneração regular. Nesse grupo, os pagamentos somaram R$ 911,4 mil.

Falhas no controle do programa

A auditoria também identificou problemas no acompanhamento das atividades do Empoderadas. De acordo com o relatório, não há vinculação nominal entre colaboradores, polos e atividades desenvolvidas, nem divulgação do número de profissionais em atuação.

Também foram encontradas divergências nas informações sobre a estrutura do programa. Enquanto o relatório referente ao terceiro trimestre de 2025 registrava 63 polos, o site oficial informava a existência de 58 unidades ativas.

Os auditores apontaram ainda que os relatórios trimestrais não acompanhavam de forma adequada as metas estabelecidas no Plano de Trabalho de 2025, dificultando a verificação dos resultados alcançados.

O Portal NF10 aguarda retorno do Programa Empoderadas. A matéria segue em atualização
 

ATUALIZADO ÀS 21h19  •   Alysson Nogueira  [ + ]  —   Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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