
Uma decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e BiocombustÃveis vai injetar mais de R$ 237 milhões nos cofres de municÃpios do Norte Fluminense, após a aprovação do pagamento de royalties retroativos referentes a 2016. A medida foi deliberada em reunião da diretoria colegiada do órgão e representa um reforço significativo nas receitas públicas da região.
Clique aqui para seguir o NF10 no Facebook
O processo que resultou na liberação dos recursos teve inÃcio em 2017, quando a atual deputada estadual Carla Machado ainda era prefeita de São João da Barra. A ação buscava o reconhecimento do municÃpio como área impactada por operações petrolÃferas, com base na estrutura do Porto do Açu.
Com a decisão, São João da Barra passou a ser oficialmente enquadrado como municÃpio portador de instalação de embarque e desembarque de petróleo e gás. Esse reconhecimento ampliou o direito ao recebimento de royalties e beneficiou também Campos dos Goytacazes e São Francisco de Itabapoana, que passam a dividir o montante total.
Os valores serão distribuÃdos entre as três cidades, com destaque para São João da Barra, que receberá a maior fatia. Segundo a deputada Carla Machado, o resultado é fruto de uma articulação iniciada ainda durante sua gestão municipal.
Essa foi uma ação iniciada ainda em 2016. É uma conquista construÃda com muito trabalho e que agora beneficia toda a região, afirmou a ex-prefeita de São João da Barra, atual Deputada Estadual Carla Machado.
O impacto econômico da medida é considerado expressivo, sobretudo em um momento em que municÃpios produtores enfrentam incertezas sobre receitas futuras. Os royalties representam uma das principais fontes de financiamento para investimentos em infraestrutura, saúde e educação nas cidades do Norte Fluminense.
Pressão no STF preocupa municÃpios produtores
Enquanto a decisão da ANP traz alÃvio imediato, outro fator gera preocupação entre gestores públicos: o julgamento em andamento no Supremo Tribunal Federal que pode alterar a distribuição dos royalties do petróleo. A ação discute a divisão desses recursos entre estados e municÃpios produtores e não produtores, o que pode reduzir significativamente as receitas das cidades fluminenses dependentes dessa fonte.
Prefeitos e representantes polÃticos da região acompanham o caso com atenção, temendo perdas bilionárias caso haja mudança nas regras atuais. A possÃvel redistribuição reacende um debate antigo sobre justiça federativa e compensação pelos impactos da exploração petrolÃfera.
OMPetro articula estratégia para 2026
Diante desse cenário, a Organização dos MunicÃpios Produtores de Petróleo tem intensificado reuniões para alinhar estratégias entre os municÃpios produtores. A entidade discute uma agenda conjunta para 2026, com foco na defesa dos royalties, na diversificação econômica e na redução da dependência financeira do petróleo.
Entre os pontos debatidos estão ações institucionais em BrasÃlia, articulações jurÃdicas e propostas de desenvolvimento regional sustentável. A mobilização busca garantir segurança financeira à s cidades e preparar a região para um futuro menos dependente das receitas petrolÃferas.