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Espírito Santo

Cemaden alerta para ‘desastre termico’ com El Niño, em cidades do RJ e ES

Alerta climático prevê mudanças no regime de chuvas e impactos ambientais severos com efeitos diretos em áreas urbanas e rurais

  •  Da Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais emitiu um alerta sobre o risco de um “desastre térmico” no Brasil com a possível chegada do fenômeno El Niño ao longo de 2026. A previsão indica aumento significativo das temperaturas, além de mudanças no regime de chuvas, cenário que pode intensificar eventos extremos em diferentes regiões do país.

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De acordo com os dados mais recentes, há mais de 60% de probabilidade de formação do El Niño entre os meses de junho e agosto, podendo ultrapassar 80% no segundo semestre. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e costuma provocar calor intenso e alterações climáticas relevantes no território brasileiro.

O alerta ocorre após um histórico recente preocupante. Em 2025, o Brasil registrou recordes de eventos climáticos extremos, com secas prolongadas, ondas de calor e chuvas intensas atingindo diversas regiões. Mais de 336 mil pessoas foram impactadas por desastres naturais, com prejuízos que chegaram a bilhões de reais.

No mesmo período, o país também enfrentou uma das maiores secas da história recente, com estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais registrando estiagem em todo o território em determinados momentos. O cenário evidencia a vulnerabilidade climática e reforça a preocupação com os efeitos do novo ciclo do El Niño.

Impactos no Sudeste e risco para regiões fluminenses
No Sudeste, onde se concentram quase metade dos alertas do Cemaden, os efeitos tendem a ser mais intensos e frequentes. Estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo já apresentam histórico de eventos extremos, incluindo chuvas fortes, alagamentos e deslizamentos em áreas urbanas e serranas.

Boletins recentes do órgão indicam risco moderado de alagamentos e enxurradas em cidades como Campos dos Goytacazes e áreas próximas, especialmente em períodos de chuva intensa. Também há registros de alertas para regiões capixabas, incluindo Vitória, o que acende o sinal de atenção para municípios do Sul do Espírito Santo, como Cachoeiro de Itapemirim.

Na prática, regiões como Norte e Noroeste Fluminense, Lagos e Serrana podem enfrentar tanto ondas de calor mais severas quanto episódios de chuva intensa em curtos períodos, aumentando o risco de enchentes, deslizamentos e sobrecarga nos sistemas urbanos. Já no Sul Capixaba, o impacto pode incluir desde estiagens prolongadas até tempestades concentradas, afetando agricultura, abastecimento e infraestrutura.

Cenário exige preparação e adaptação
Diante desse quadro, especialistas reforçam a necessidade de planejamento por parte de estados e municípios para reduzir os impactos dos eventos extremos. O histórico recente mostra que o Brasil já enfrenta um aumento consistente no número de desastres, com milhares de alertas emitidos anualmente e prejuízos crescentes.

A chegada do El Niño em 2026, associada ao aquecimento global, tende a intensificar esse cenário, exigindo ações preventivas, investimentos em infraestrutura e políticas públicas voltadas à adaptação climática, especialmente em áreas mais vulneráveis do Sudeste brasileiro.

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