
A Defesa Civil de Macaé realizou, nesta quarta-feira 01 de abril, uma nova vistoria técnica no Residencial Parque dos Cavaleiros I e II, com objetivo de avaliar as condições estruturais do empreendimento, interditado desde 2020 com sérios riscos de desabamento.
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A inspeção ocorre em meio a uma decisão da Justiça Federal, obtida a partir de ação do Ministério Público Federal (MPF), que determina que a Caixa Econômica Federal e as construtoras responsáveis apresentem um plano de recuperação dos prédios, com indicação dos estudos técnicos e das obras necessárias para a solução definitiva dos problemas identificados.
Durante a vistoria, foi apontado risco estrutural em uma das edificações do conjunto. Como medida emergencial, foi realizado reforço estrutural no local, contribuindo para a mitigação do risco imediato. Apesar disso, o retorno pleno dos moradores segue condicionado ao cumprimento de exigências técnicas estabelecidas pelos órgãos competentes.
Entre as condicionantes estão a apresentação, em até 60 dias, de documentação atualizada do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, além da regularização das instalações elétricas, do abastecimento de água e do sistema de esgotamento sanitário, bem como a realização de intervenções de manutenção e recuperação estrutural.
Também foi estabelecido o prazo de até quatro meses para a apresentação de laudo técnico conclusivo que comprove a estabilidade do terreno e das edificações. Parte do conjunto já teve unidades desinterditadas, com retorno condicionado ao cumprimento integral das exigências.
Os problemas estruturais no empreendimento já haviam sido reconhecidos anteriormente pela Justiça Federal, que apontou a existência de vícios construtivos relevantes, como fissuras, trincas e movimentações de solo.
Para a advogada dos moradores, Dra. Lilian Rodrigues, a nova vistoria reforça a necessidade de solução definitiva. “A atuação da Defesa Civil demonstra que a situação ainda requer atenção técnica contínua. Os moradores aguardam o cumprimento efetivo das determinações judiciais, com a adoção de medidas que garantam segurança para o retorno às suas residências”, afirma.