A Avenida do Samba de São João da Barra recebe, neste domingo, dia 15, dois desfiles marcados pela valorização da memória e das raÃzes culturais. Congos e Chinês entram na avenida com enredos que dialogam com ancestralidade, tradição e identidade.
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Responsável por abrir os desfiles da noite, à s 21h, a Congos apresenta o enredo “Ekobé – O Canto da Resistência Ancestralâ€. A proposta mergulha na cosmogonia guarani, conduzindo o público por uma narrativa que passa pelo universo mÃtico, pelo choque histórico da colonização e pela reconstrução simbólica por meio do Carnaval.
“Vamos reencantar na Avenida do Samba, enfocando que a memória ancestral resiste e recria um futuro no qual o Carnaval vira aldeia simbólica, o tambor vira coração, e o desfile vira um ato de memória e resistência vivaâ€, destacou o presidente da escola, Ian Machado.
O desfile será dividido em setores temáticos, com tripés e carros alegóricos que traduzem elementos da floresta encantada, do equilÃbrio cósmico e da resistência cultural. A agremiação levará cerca de 600 componentes para a avenida e retorna na terça-feira, dia 17, à s 22h30.
Na sequência, à s 22h30, será a vez do Chinês defender o enredo “ZÇ”chuán de — O Legado dos Ancestraisâ€. A escola, que completa 93 anos, aposta em uma apresentação centrada nos ensinamentos dos mais velhos, nas histórias familiares e na reverência aos antepassados.
“É um enredo que convida a famÃlia chinesa a relembrar seu passado, valorizando sua força ancestral e lembrando daqueles que passaram. É um mergulho profundo em nossas raÃzes, que promete emocionar nossos apaixonados torcedoresâ€, afirmou o diretor de carnaval, Luciano Machado Vicente.
O Chinês virá dividido em nove setores, com nove alas, cinco tripés e três carros alegóricos. O carro-chefe, que encerra o desfile, trará a representação do “Império do Leão Sagradoâ€, sÃmbolo da escola. Cerca de 400 componentes participam da apresentação, que também se repete na terça-feira, dia 17, à s 21h.
Com propostas distintas, Congos e Chinês compartilham, nesta edição do Carnaval, uma linha em comum: transformar o desfile em um espaço de celebração, memória e reafirmação cultural.
Subvenções garantem planejamento das escolas
Assim como as demais agremiações do municÃpio, Congos e Chinês contaram com recursos de subvenção para viabilizar os preparativos do Carnaval 2026. Ambas receberam o repasse de R$ 385 mil, efetuado em duas parcelas, permitindo que à s escolas organizassem antecipadamente os trabalhos no barracão, incluindo alegorias, fantasias e estrutura de desfile. A polÃtica de repasses antecipados tem sido apontada pelas agremiações como fator determinante para o planejamento e execução dos projetos carnavalescos, especialmente na reta final que antecede os desfiles.