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Meio Ambiente

Estudo de R$ 5,6 milhões busca soluções contra erosão no litoral de São João da Barra

Levantamento terá duração de 18 meses e servirá de base para futuras obras de proteção costeira em Atafona e Barra do Açu

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um estudo começou a ser realizado em São João da Barra para identificar soluções capazes de enfrentar o avanço do mar e a erosão costeira no município. As atividades de campo do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) já foram iniciadas e terão como foco principal as regiões de Atafona e Barra do Açu.

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Com duração prevista de 18 meses e orçamento avaliado em mais de R$ 5,6 milhões, o levantamento vai reunir informações técnicas, científicas, ambientais, sociais e econômicas sobre o comportamento do litoral. Durante esse tempo, serão realizados monitoramentos contínuos, levantamentos ambientais e sociais, além de modelagens computacionais capazes de simular diferentes cenários para o litoral de São João da Barra.  A proposta é avaliar diferentes alternativas de intervenção e criar uma base segura para a elaboração de futuros projetos de proteção costeira.

A realização do EVTEA atende a uma condicionante do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e é necessária para que São João da Barra possa buscar recursos dos governos estadual e federal destinados à execução das obras.

Entre as alternativas que poderão ser estudadas estão a recuperação de dunas e a alimentação artificial de praias, conhecida como engordamento da faixa de areia. Outras soluções de engenharia também poderão ser analisadas ao longo do trabalho.

A definição de qualquer intervenção definitiva, no entanto, dependerá dos resultados do estudo.

É esse levantamento completo que vai nos dar segurança para buscar os recursos necessários e avançar em uma solução concreta, afirmou a prefeita Carla Caputi.

Atendimento à população

Além do trabalho técnico, o estudo também prevê participação da comunidade. No início de outubro, serão instalados contêineres de atendimento em Atafona e Barra do Açu.

Os espaços funcionarão como pontos de diálogo com os moradores, esclarecimento de dúvidas e participação social, permitindo que a população diretamente afetada pela erosão acompanhe o desenvolvimento do estudo.

A equipe responsável pelo EVTEA conta com 29 especialistas definidos por meio de licitação. O grupo reúne profissionais de áreas como oceanografia, geologia, engenharia costeira, biologia, geografia, meio ambiente e planejamento territorial.

Erosão em Atafona

O problema é especialmente grave em Atafona, onde o avanço do Oceano Atlântico já provocou, ao longo das últimas décadas, a destruição de centenas de imóveis, ruas e áreas urbanas. O fenômeno é registrado desde a década de 1970 e tornou a localidade um dos principais exemplos de erosão costeira no país.

O EVTEA pretende aprofundar a compreensão sobre as causas e a dinâmica desse processo, além de indicar alternativas que sejam técnica, ambiental e economicamente viáveis.

O estudo também prevê cooperação com universidades e centros de pesquisa e o intercâmbio de referências internacionais relacionadas à proteção costeira.

Segundo o CEO do Grupo Caruso, Francisco Caruso Jr., responsável pela condução do estudo por meio da subsidiária SEACaruso Soluções Oceânicas & Energias Renováveis, a primeira etapa será dedicada à construção de uma base científica consistente.

O objetivo é compreender o comportamento real do litoral, reunir dados confiáveis e avaliar diferentes cenários para que as decisões futuras sejam tomadas com segurança técnica, afirmou.

Estudo de R$ 5,6 milhões busca soluções contra erosão no litoral de São João da Barra
Foto: Divulgação

Plano de trabalho

Paralelamente às atividades de campo, o planejamento técnico do EVTEA também avança. No fim de setembro, a diretora técnica da SEACaruso, Clarissa Menin, apresentará o Plano de Trabalho à Câmara Técnica de Dinâmica Costeira, Erosão Marinha e Riscos Climáticos Associados, durante reunião na Prefeitura de São João da Barra.

A apresentação vai detalhar a metodologia do estudo, as atividades previstas em campo, as modelagens computacionais e o cronograma dos produtos que deverão ser entregues ao longo dos 18 meses.

Oceanógrafa e mestre em Engenharia de Costas e Portos, Clarissa integra a equipe responsável pela condução técnica do projeto.

ATUALIZADO ÀS 14h49  •   Alysson Nogueira  [ + ]  —   Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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