Diz a conhecida expressão que a fé move montanhas. No caso do padre Evaldo Ferreira, ela também ajuda a subi-las. O sacerdote da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), trocou o altar tradicional pelo alto do Pico da Bandeira, a 2.891 metros de altitude, para celebrar uma missa que reuniu oração, aventura e montanhismo.
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A subida contou com 22 participantes e terminou no cume, em meio à paisagem da Serra do Caparaó. No lugar dos bancos da igreja, pedras e mochilas. No lugar do teto, o céu aberto sobre um dos pontos mais altos do país.
A aventura também marcou uma data especial para o sacerdote. Padre Evaldo completou 53 anos e foi surpreendido pelo grupo com um bolo levado durante a subida. O aniversário acabou celebrado nas alturas, depois do esforço necessário para alcançar o topo.
A iniciativa une duas paixões: a espiritualidade e o montanhismo. A inspiração vem de Pier Giorgio Frassati, jovem católico italiano conhecido pela vida de oração, pelo trabalho em favor dos mais pobres e pelo gosto pelas montanhas.
Para Frassati, subir era mais do que vencer uma distância ou alcançar um ponto mais alto. A montanha também fazia parte de sua experiência espiritual. Essa ideia serviu de referência para a iniciativa conduzida pelo padre capixaba.
No Pico da Bandeira, o encontro entre esforço físico e fé ganhou forma em uma celebração pouco convencional. Depois de quilômetros de trilha, o grupo encontrou no topo espaço para oração, convivência e comemoração.
Se a fé é capaz de mover montanhas, desta vez ela fez o caminho inverso: levou um padre, seus companheiros de aventura, uma missa e até um bolo até o alto de uma delas.

