Os funcionários da Caixa Econômica Federal decidiram manter a greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação, iniciada no último dia 10, continua enquanto representantes dos trabalhadores e da instituição tentam chegar a um novo entendimento. No interior fluminense, clientes se deparam com cartazes espalhados nos vidros informando da greve.
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O principal ponto de divergência é o plano de assistência médica dos empregados. Entre as mudanças propostas pelo banco estavam a ampliação de 6,5% para 8% do teto de participação da Caixa no custeio do plano e alterações nos valores pagos pelos funcionários e dependentes, com cobrança de acordo com a faixa etária. A proposta também previa prêmio de R$ 3 mil por empregado, pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 18 de setembro e antecipação de parcelas destinadas à cobertura do déficit do Saúde Caixa. Os trabalhadores, no entanto, rejeitaram os termos.
Após a rejeição, a Caixa chegou a indicar que poderia recorrer à Justiça do Trabalho por meio de dissídio coletivo, mas desistiu da medida e informou que vai manter aberta a negociação com as entidades representativas dos empregados.
Uma nova rodada de negociação entre a Caixa e os representantes dos bancários está prevista para esta quarta-feira, dia 16. Até que haja um acordo e uma nova deliberação da categoria, a greve permanece sem prazo para terminar.
Durante a paralisação, a orientação aos clientes é priorizar os canais digitais e remotos, como aplicativo, internet banking, Caixa Tem, caixas eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui.

