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Macaé

Macaé é pioneira no interior do Rio a permitir sepultamento de pets em tumúlos de tutores

Lei autoriza enterro de cães e gatos em sepulturas familiares; primeiro caso reuniu tutora e seu poodle após duas décadas de convivência

Foto: Divulgação/ Secom
Foto: Divulgação/ Secom

O município de Macaé, na Região dos Lagos, passa a realizar o sepultamento de animais de estimação no jazigo das famílias de seus tutores. O serviço oferecido pela Prefeitura foi autorizado depois da publicação de uma lei municipal, em maio deste ano, e já realizou uma despedida nesse formato no último dia 24 de julho.

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De acordo com o Município, só é permitido o enterro de cachorros e gatos, caracterizados como animais de estimação, em jazigos pertencentes à família ou a parentes em cemitérios públicos e privados da cidade de Macaé.

Por enquanto, autorizamos apenas esses animais. Pode ser de pequeno, médio ou grande porte — desde que a família tenha um jazigo ou uma gaveta própria, explica o secretário municipal de Cemitérios, Elias Jorge de Souza.

Segundo o secretário, não há cobrança de taxas diferenciadas para o sepultamento dos animais. Basta que haja espaço na sepultura ou na gaveta.

É de responsabilidade da família a aquisição de caixa ou urna funerária para acomodar o corpo do animal. De acordo com a lei, o compartimento deve respeitar as normas sanitárias e a principal exigência é que a família apresente um laudo — assinado por um médico veterinário inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária e escolhido pelos parentes — atestando que a morte do pet não ocorreu em função de doença infecciosa.

Não há burocracia, mas isso é importante para evitar contaminação e preservar a saúde de todos, reforça o secretário.

O primeiro sepultamento desse tipo aconteceu no mês passado, quando parentes e amigos se reuniram no Memorial da Igualdade, no bairro Virgem Santa, para dar o último adeus à aposentada Maria Regina Bocampagni Izidoro, de 64 anos, que foi enterrada junto com seu cachorrinho, o poodle Tiesto, de 20 anos.

Era um desejo da minha mãe. Ela viveu para ele e ele viveu por ela. Os dois devem estar felizes agora. Eles eram o amor da vida um do outro, conta a filha de Maria Regina, Liliane Bocampagni.

Foi uma história de amor e amizade que durou duas décadas. Para a filha de Maria Regina, o desejo da mãe de permanecer ao lado do companheiro de tantos anos foi realizado.

Hoje, permanecem juntos até a eternidade, afirma Liliane.

Para Liliane, a iniciativa ajuda a aliviar um momento tão delicado:

É um conforto para a família poder realizar o desejo de quem parte. E está me fazendo bem falar sobre isso e ver a história de amor incondicional pelo filho de quatro patas virar um legado e ser contada para todo mundo.

Macaé é pioneira no interior do Rio a permitir sepultamento de pets em tumúlos de tutores
Foto: Arquivo Pessoal

O serviço oferecido pela Prefeitura de Macaé surgiu a partir da Lei Municipal nº 5.539/2026, de autoria do secretário Paulista, quando ocupava o posto de vereador na cidade e decidiu propor o texto depois de perder o próprio animal de estimação.

Meu gatinho morreu há seis meses. O nome dele era ‘Bichano’ e viveu 16 anos com nossa família. Eu tentei sepultar, mas não consegui porque não era permitido e acabei cremando. Foi quando decidi trabalhar para que isso se tornasse uma realidade para outras pessoas que também amam os animais, explica.

Agora, a iniciativa promete levar conforto para muitas outras pessoas que fazem dos pets verdadeiros membros das famílias.

A gente se apega aos bichinhos e trata como se fosse filho mesmo. Numa hora difícil como essa, as pessoas ficam sem saber o que fazer. O povo gostou da iniciativa e acredito que vamos receber muitos pedidos a partir de agora, finaliza.

ATUALIZADO ÀS 16h37  •   Da Redação  [ + ]  —  Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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