Macaé, na Região dos Lagos, pode sediar a primeira Faculdade de Estudos Marítimos e Portuários do Brasil. A proposta foi apresentada nesta terça-feira, dia 2, ao prefeito Welberth Rezende, durante reunião na sede da Petrobras, em Imbetiba. O projeto prevê o início das atividades no segundo semestre de 2027.
Participe do canal de notícias do NF10 no WhatsApp
A iniciativa é do Instituto Mar e Portos (Imapor) e tem como foco a formação superior para os setores marítimo, portuário e de comércio exterior. A proposta prevê cursos voltados às áreas comercial, operacional, logística e de transporte marítimo, aproveitando a forte presença da indústria de petróleo, gás e apoio marítimo offshore em Macaé.
A eventual parceria com a Prefeitura, no entanto, ainda não está definida. O município informou que vai realizar reuniões de viabilidade técnica e jurídica para avaliar de que forma poderá participar do projeto e quais mecanismos poderiam ampliar as oportunidades de formação para moradores de Macaé.
As análises serão feitas pela Procuradoria Geral do Município e pelas secretarias de Controle Interno, Licitações e Contratos, Planejamento, Fazenda e Qualificação Profissional. O vice-prefeito Fabiano Paschoal, que já ocupou o cargo de procurador-geral do município, ficará responsável pelas tratativas legais.
Entre as possibilidades apresentadas pelo Imapor estão eventual apoio do município para a instalação física da faculdade e mecanismos de incentivo. As propostas ainda serão submetidas à análise da Prefeitura e precisam estar de acordo com a legislação.
Durante a reunião, o gerente-geral da Bacia de Campos da Petrobras, Guilherme Sargenti, destacou a necessidade de ampliar a formação de profissionais para o setor naval e para a Marinha Mercante. Segundo ele, a criação de uma formação de nível superior em Macaé poderia atender à demanda do polo marítimo e da cadeia de suprimentos.
O diretor institucional do Imapor, André Fernandes de Oliveira, afirmou que uma parcela das vagas marítimas de alto escalão no Brasil ainda é ocupada por profissionais estrangeiros e que empresas nacionais enviam funcionários para capacitação em países como Noruega e Finlândia. Segundo ele, a proposta da Femapor é criar uma formação nacional voltada às necessidades do mercado.
O projeto também prevê utilizar a posição de Macaé como polo da indústria de óleo e gás e do apoio marítimo offshore para desenvolver um modelo de ensino voltado ao mercado nacional e, segundo os responsáveis pela iniciativa, com potencial de referência para a América Latina.
A reunião contou ainda com representantes das secretarias municipais de Educação, Políticas Energéticas e Comunicação, além de integrantes da área de Desenvolvimento Econômico, da Faculdade Professor Miguel Ângelo da Silva Santos (FeMASS) e do Imapor.

