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Araruama

Mais de 109 mil pessoas foram afetadas por desastres nas Baixadas Litorâneas desde 2023

Seminário em Cabo Frio reuniu representantes de 12 municípios para discutir prevenção, planejamento e resposta a eventos extremos

Foto: Divulgação
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Mais de 109 mil pessoas foram afetadas direta ou indiretamente por desastres nas Baixadas Litorâneas entre 2023 e 2026. O dado foi apresentado durante o Seminário de Atuação Institucional em Defesa Civil e Desastres Socioambientais, realizado nesta quarta-feira, dia 26, em Cabo Frio, com a participação de representantes de 12 municípios. O encontro colocou em pauta os impactos dos eventos extremos e a necessidade de ampliar as ações de prevenção e a integração regional.

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Segundo dados do Vigidesastres, sistema administrado pela Secretaria de Estado de Saúde, 109.278 pessoas foram atingidas no período. As ocorrências também deixaram 1.609 pessoas desalojadas, 64 desabrigadas e 74 enfermas, além de afetarem 4.534 unidades habitacionais, 22 instalações públicas de saúde e 46 unidades públicas de ensino.

Os números foram apresentados pelo promotor de Justiça Vinícius Lameira Bernardo, que chamou a atenção para impactos que nem sempre ganham visibilidade, especialmente em municípios onde as ocorrências não atingem grandes proporções.

“Algumas cidades ficam mais evidentes porque os desastres são mais contundentes, mas os desastres produzem também esses impactos adversos que são silenciosos. Eu me surpreendi quando olhei esses dados, porque eu não imaginava que seria um dado tão elevado”, declarou.

Realizado no campus da Universidade Veiga de Almeida (UVA), o seminário reuniu representantes de Cabo Frio, Araruama, Búzios, Arraial do Cabo, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Macaé, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim. A participação ampliou a discussão para além da Região dos Lagos, envolvendo municípios que integram a área de atuação da Coordenadoria Regional de Defesa Civil das Baixadas Litorâneas.

Mais de 109 mil pessoas foram afetadas por desastres nas Baixadas Litorâneas desde 2023
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A programação contou com gestores, técnicos, representantes de instituições estaduais e integrantes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Entre os participantes estavam o coordenador-geral de Proteção e Defesa Civil de Cabo Frio, Marcus Dothavio; a diretora da Escola de Defesa Civil do Estado, tenente-coronel bombeira militar Sílvia Santana do Amaral; e o promotor Vinícius Lameira Bernardo.

O promotor Vinícius Lameira Bernardo também apontou os desafios enfrentados principalmente pelas cidades de menor porte, que podem contar com equipes reduzidas para acompanhar áreas de risco e manter ações permanentes de prevenção. Segundo ele, o fortalecimento técnico e a ampliação dos investimentos preventivos são importantes para evitar que a atuação do poder público fique concentrada apenas na recuperação após os desastres.

A mobilização dos municípios foi ressaltada pela diretora da Escola de Defesa Civil do Estado, Sílvia Santana do Amaral.

“Os 12 municípios estão aqui presentes. Isso mostra muito a força da região. E mostra não só a força da região, como a força da Defesa Civil”, afirmou.

Durante o seminário, foram discutidos ainda o planejamento municipal para a gestão de riscos, as políticas nacional e estadual de Proteção e Defesa Civil, a criação de Núcleos de Defesa Civil (Nudecs), a participação das comunidades e a realização de simulados de mesa e de campo. Linhas de financiamento e alternativas para captação de recursos destinados à prevenção também fizeram parte da programação.

O encontro foi promovido pelo MPRJ, por meio do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Meio Ambiente e de Urbanismo e do Instituto de Educação e Pesquisa, com participação da Escola de Defesa Civil do Estado.

ATUALIZADO ÀS 09h47  •   Alysson Nogueira  [ + ]  —   Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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