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Acidente

Marinha abre inquérito para investigar acidente com Skandi Amazonas em Macaé

Embarcação bateu em pedras e está encalhada há dois dias na Praia Campista

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Marinha do Brasil abriu uma investigação para apurar as causas do acidente envolvendo o navio de apoio marítimo SKANDI AMAZONAS, da empresa DOF, que bateu em um fundo rochoso e acabou encalhando na noite desta sexta-feira, dia 15, em Macaé.

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Segundo a Capitania dos Portos, a embarcação sofreu danos no casco durante a aproximação da área de fundeio do Porto de Macaé. Com a entrada de água, o navio começou a inclinar para um dos lados, levando o comandante a realizar uma manobra de emergência para encalhar a embarcação de forma controlada a cerca de 400 metros da orla.

Ao todo, 29 pessoas estavam a bordo no momento do acidente. Destas, 12 foram retiradas por embarcações que passavam pela região e outras 17 permaneceram no navio acompanhando as operações de segurança.

A Marinha informou que equipes de Busca e Salvamento foram enviadas ao local ainda na noite do acidente. Até o momento, não há registro de feridos, desaparecidos ou vazamento de óleo no mar.

De acordo com a nota oficial, o navio permanece estável, apresentando inclinação para boreste, lado direito da embarcação. A entrada de água atingiu um dos compartimentos da praça de máquinas e comprometeu parte do funcionamento do motor principal. Apesar disso, o fornecimento de energia segue funcionando através do gerador de emergência.

A empresa responsável pela embarcação avalia agora qual será a melhor estratégia para retirada do navio do local. A Marinha destacou ainda que o salvamento da embarcação é responsabilidade do proprietário.

Entenda o caso

O acidente aconteceu na noite de sexta-feira, dia 15, próximo à Praia Campista. Informações iniciais apontam que o navio pode ter atingido pedras na região das Ilhas de Santana, área conhecida por formações rochosas e pela necessidade de navegação cuidadosa.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a circulação de áudios atribuídos a pessoas ligadas à tripulação. Nas gravações, há relatos de alertas sobre a aproximação da embarcação em direção às Ilhas de Santana pouco antes do acidente.

A Petrobras também informou que a hipótese inicial mais provável é de colisão com um banco de rochas e afirmou que acompanha a situação junto à empresa DOF.

Veja a nota na íntegra

A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando do 1º Distrito Naval (Com1ºDN), informa que a Capitania dos Portos de Macaé (CPM) tomou conhecimento, na noite do dia 15, de que o navio de apoio marítimo “SKANDI AMAZONAS”, de bandeira brasileira, ao se aproximar da área de fundeio do Porto de Macaé, tocou em fundo rochoso, ocasionando avaria em seu casco e consequente embarque de água.

Em razão da entrada de água, a embarcação passou a adernar, tendo o Comandante optado pela varação do navio em um ponto localizado a aproximadamente 400 metros da orla de Macaé. Dos 29 ocupantes a bordo, 12 foram resgatados por embarcações que navegavam nas proximidades, enquanto 17 permaneceram na embarcação.

A Capitania dos Portos de Macaé deslocou uma equipe de Busca e Salvamento (SAR) ao local para verificar as condições da embarcação e de sua tripulação. Até o momento, não há registro de vítimas, desaparecidos ou poluição hídrica.

O navio encontra-se estável, apresentando aproximadamente oito graus de banda para boreste. A água ingressou em um dos compartimentos da praça de máquinas, comprometendo o funcionamento do motor principal de boreste. A embarcação permanece com fornecimento de energia por meio do gerador de emergência.

A empresa responsável pelo navio avalia a melhor linha de ação para solucionar a ocorrência. Ressalta-se que, conforme disposto na Lei nº 7.203/1984, o salvamento da embarcação é de responsabilidade de seu proprietário.

A CPM instaurou Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades pela ocorrência. Após sua conclusão e o cumprimento das formalidades legais, o inquérito será encaminhado ao Tribunal Marítimo, para os procedimentos previstos na legislação vigente.

A Marinha do Brasil reforça a importância da participação da sociedade, que pode ser realizada pelos telefones 185 (emergências marítimas e fluviais e pedidos de auxílio),, dia 21, 2104-6119 e, dia 21, 97515-7895 (Com1ºDN, inclusive para denúncias)

 

Alysson Nogueira —  Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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