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ㅤMundoㅤ

Novo exame de sangue pode prever quanto tempo de vida uma pessoa tem

Pesquisa internacional identifica moléculas ligadas à longevidade e abre caminho para avaliar risco de mortalidade em idosos

  •  Da Redação
Foto: Divulgação
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Um estudo científico recente indica que um simples exame de sangue pode ajudar a prever quanto tempo uma pessoa ainda pode viver. A descoberta foi apresentada em pesquisa publicada na revista científica Aging Cell, que analisou biomarcadores presentes no sangue de idosos para estimar as chances de sobrevivência nos anos seguintes.

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Os pesquisadores identificaram pequenas moléculas de RNA chamadas piRNAs que podem servir como indicadores biológicos da longevidade. A presença e a quantidade dessas moléculas no sangue permitiram estimar a probabilidade de sobrevivência de pessoas com idade avançada, oferecendo um novo caminho para entender o processo de envelhecimento humano.

O estudo analisou mais de 1.200 amostras de sangue de adultos com 71 anos ou mais. Os cientistas examinaram 828 diferentes sequências de RNA e compararam os resultados com dados clínicos e registros de mortalidade dos participantes, buscando padrões associados à expectativa de vida.

Os resultados mostraram que um conjunto de apenas seis moléculas de piRNA foi capaz de prever a sobrevivência de idosos por até dois anos com precisão de cerca de 86%. A equipe de pesquisa confirmou os resultados em um segundo grupo independente de participantes, reforçando a consistência da descoberta.

Segundo os cientistas, níveis mais elevados de determinadas moléculas podem indicar desequilíbrios no organismo, enquanto quantidades menores estão associadas a maior longevidade. Isso sugere que essas estruturas presentes no sangue podem funcionar como um alerta biológico sobre o estado geral de saúde.

Descoberta

Principal autora da pesquisa, Virginia Byers Kraus é professora na Escola de Medicina da Duke University e leciona nos departamentos de Medicina, Patologia e Cirurgia Ortopédica.

Ao jornal do departamento de saúde da universidade, ela disse o seguinte:

A combinação de apenas alguns piRNAs foi o indicador mais forte de sobrevivência em dois anos em adultos mais velhos, comentou a professora Virginia Byers Kraus, pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade Duke e autora sênior do estudo.

Os pesquisadores afirmam que a descoberta pode abrir caminho para novas estratégias de prevenção e tratamento voltadas ao envelhecimento saudável. Estudos futuros devem investigar se mudanças no estilo de vida ou terapias médicas podem alterar os níveis dessas moléculas no sangue e, consequentemente, influenciar a longevidade das pessoas.

Novo exame de sangue pode prever quanto tempo de vida uma pessoa tem

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