Os motoristas que trafegam pela BR-101/RJ já encontram pedágio mais caro a partir desta quarta-feira, dia 9. A tarifa básica para automóveis, caminhonetes e furgões passou de R$ 7,50 para R$ 10,80 por praça, aumento de R$ 3,30, ou 44%.
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O novo valor entrou em vigor à zero hora e vale nas cinco praças do trecho administrado pela Arteris Fluminense, entre o Norte Fluminense e a Região Metropolitana do Rio. As cobranças estão distribuídas ao longo da BR-101 em Campos dos Goytacazes, Conceição de Macabu, Casimiro de Abreu, Rio Bonito e São Gonçalo.
O reajuste foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e faz parte do contrato de concessão repactuado da rodovia. Além da correção pelo IPCA, a nova tarifa incorpora o primeiro degrau tarifário previsto no novo contrato.
Com a mudança, motocicletas, motonetas, triciclos e bicicletas motorizadas deixam de pagar pedágio nas praças da concessão.
Quem utiliza TAG de pagamento automático também tem desconto básico de 5%. O novo contrato prevê ainda desconto progressivo para usuários frequentes que passam pela mesma praça e no mesmo sentido ao longo do mês.
Peso maior para quem viaja de Campos ao Rio
O reajuste tem impacto maior para os moradores do Norte Fluminense que utilizam a BR-101 para viagens até a Região Metropolitana.
Em reportagem publicada quando o novo valor foi anunciado, o NF10 mostrou o peso do aumento no trajeto entre Campos e o Rio. Com a tarifa agora em vigor, um motorista que parte da área urbana de Campos em direção à capital passa por quatro cobranças da Arteris e desembolsa R$ 43,20 na ida.
Na volta, são três cobranças, já que a praça de São Gonçalo opera em apenas um sentido. Assim, o gasto de ida e volta fica em R$ 75,60 somente nos pedágios administrados pela Arteris, sem considerar outras despesas da viagem.
Antes do reajuste, essas mesmas sete passagens somavam R$ 52,50. Agora, representam R$ 23,10 a mais em uma viagem de ida e volta entre Campos e o Rio.
A BR-101/RJ administrada pela Arteris Fluminense possui 322 quilômetros de extensão e liga a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo à Região Metropolitana. O novo contrato prevê um ciclo de investimentos em duplicações, faixas adicionais, vias marginais, ciclovias e outras intervenções ao longo da rodovia.

