A PolÃcia Federal instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Karoline Del Rio dos Santos, ocorrida no último fim de semana a bordo de um navio-sonda da Noble que opera em alto-mar na Bacia de Santos. O caso mobilizou uma equipe pericial da PF, que tentou chegar à unidade marÃtima em três ocasiões, mas não conseguiu realizar a perÃcia diretamente no local devido à s condições meteorológicas.
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De acordo com o registro da ocorrência, a primeira tentativa de levar um perito da PolÃcia Federal até o navio ocorreu à s 15h de sábado, 8, dia da ocorrência, em uma aeronave disponibilizada pela Petrobras. Uma nova tentativa foi realizada à s 18h do mesmo dia, mas novamente não houve condições para que a equipe chegasse à unidade.
No domingo, 9, às 11h15, ocorreu a terceira operação. Desta vez, a equipe conseguiu embarcar e a aeronave seguiu em direção ao navio-sonda. Já nas proximidades da unidade, porém, o comandante constatou que não havia teto operacional suficiente para um pouso seguro e decidiu retornar à base no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Com as três tentativas frustradas, o perito oficial não conseguiu fazer a análise presencial do local onde Karoline morreu. Segundo a ocorrência, diante dessa impossibilidade, foi realizada uma perÃcia indireta, procedimento que permite aos investigadores analisar elementos relacionados ao caso mesmo sem o exame presencial do local pelo perito.
Os eventos climáticos, segundo a PF, impediram que o corpo também fosse retirado de imediato. Segundo Instituto Médico-Legal (IML), a perÃcia só pode ser iniciada nesta segunda-feira, 10.
O inquérito da PolÃcia Federal deverá buscar esclarecer a dinâmica e as circunstâncias que levaram à morte da trabalhadora dentro da unidade offshore.
Morte ocorreu em unidade da Noble
A morte foi registrada no Noble Faye Kozack, navio-sonda operado pela Noble Corporation e identificado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e BiocombustÃveis (ANP) como NS-59.
A unidade de perfuração de águas ultraprofundas atua no Brasil em contrato com a Petrobras.
O caso se soma a outros registros recentes de mortes de trabalhadores em unidades offshore na Bacia de Campos, que têm provocado cobranças por esclarecimentos sobre as circunstâncias das ocorrências e as condições de segurança nas operações em alto-mar.

