
O complexo do Porto Central, em desenvolvimento no municÃpio de Presidente Kennedy, no Sul do EspÃrito Santo, projeta a contratação de cerca de 1.200 trabalhadores diretos na primeira fase de operação. A expectativa é de que as vagas sejam abertas principalmente durante o avanço das obras iniciais, que já começam a movimentar o mercado de trabalho regional.
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A primeira etapa do projeto concentra investimentos robustos, estimados em aproximadamente R$ 2,6 bilhões a R$ 3 bilhões, com foco na implantação de infraestrutura voltada ao transbordo e exportação de petróleo em águas profundas. O terminal será preparado para operações do tipo ship-to-ship, permitindo a movimentação entre navios de grande porte com eficiência logÃstica.
Durante o pico das obras, a estimativa é de que o número de trabalhadores diretos ultrapasse 1.200, podendo chegar a aproximadamente 1.295 profissionais empregados simultaneamente. A prioridade, segundo o planejamento do empreendimento, será a contratação de mão de obra local, com meta de atingir cerca de 70% dos postos preenchidos por trabalhadores da região.
O Porto Central é considerado um dos maiores projetos de infraestrutura portuária em andamento no Brasil, ocupando uma área de cerca de 2 mil hectares. A estrutura foi planejada para receber alguns dos maiores navios do mundo, graças à profundidade que pode alcançar até 25 metros, diferencial que amplia a competitividade logÃstica nacional.
Estamos falando de atividades como movimentação de terra, transporte de rochas e produção de concreto, que exigem mão de obra tanto operacional quanto técnica, afirmou José Maria Vieira de Novaes, membro do Conselho de Administração do Porto Central.
A previsão é de que as obras da primeira fase sejam concluÃdas até meados de 2027, com inÃcio das operações ainda no mesmo ano ou no começo de 2028. Essa etapa inicial deve abrir caminho para a expansão do complexo, que inclui terminais voltados a diferentes tipos de carga, como grãos, minério, fertilizantes e contêineres.
Além da atividade portuária, o projeto prevê a criação de um polo industrial e logÃstico integrado, com potencial para atrair empresas e impulsionar cadeias produtivas. A proposta inclui ainda iniciativas voltadas à transição energética, como projetos de energia renovável e produção de hidrogênio verde em larga escala.
Impacto econômico e geração de oportunidades
Com a consolidação das operações, a expectativa é de que o Porto Central funcione como um hub logÃstico estratégico para a América do Sul, recebendo grandes embarcações e redistribuindo cargas para outros portos do continente. O efeito multiplicador do empreendimento deve impactar diretamente setores como comércio, serviços e indústria, ampliando a geração de empregos diretos e indiretos e fortalecendo a economia regional.