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Armação dos Búzios

Prefeitura de Búzios afasta secretária de Meio Ambiente após determinação da Justiça

Afastamento cautelar de Roseli de Almeida Pereira foi pedido do Ministério Público em meio a denúncias

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Após a decisão da Justiça que determinou o afastamento cautelar da secretária de Ambiente e Licenciamentos Ambiental e Urbanístico e Fiscalização de Búzios, Roseli de Almeida Pereira, a Prefeitura informou que já cumpriu a determinação e adotou as medidas administrativas necessárias para a substituição da gestora.

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Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira, 31,, a administração municipal afirmou que tomou conhecimento da decisão judicial, proferida no âmbito de duas ações penais movidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), e reiterou que respeita as decisões do Poder Judiciário.

Segundo o município, a determinação foi cumprida de forma imediata. A Prefeitura também afirmou que continuará colaborando com o Ministério Público e demais órgãos de fiscalização, colocando à disposição toda a documentação e as informações que forem solicitadas durante as investigações.

A Administração Municipal reitera seu compromisso com o pleno respeito às decisões do Poder Judiciário, diz um trecho da nota.

Entenda o caso

O afastamento cautelar de Roseli de Almeida Pereira foi determinado pela Justiça a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o MPRJ, a medida é necessária para evitar possíveis interferências nas investigações e assegurar o acesso a documentos considerados relevantes para a produção de provas.

As ações penais têm origem em duas investigações distintas. A primeira apura intervenções realizadas na Ponta do Pai Vitório, área de proteção ambiental do município. De acordo com o Ministério Público, documentos relacionados ao licenciamento ambiental e aos estudos técnicos das obras teriam sido entregues apenas após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça.

A segunda investigação trata da utilização de saibro retirado do antigo Lixão da Baía Formosa em obras no Campo de José Gonçalves. O MPRJ apura possíveis impactos ambientais e riscos à saúde, especialmente por se tratar de um espaço frequentado por crianças. Conforme o órgão, um laudo produzido durante investigação da Polícia Federal apontou que o material teria sido retirado de forma irregular e utilizado na obra.

O Ministério Público também sustenta que houve demora, omissão ou envio incompleto de informações requisitadas durante as apurações, circunstâncias que embasaram o pedido de afastamento cautelar da secretária.

A decisão tem caráter provisório e não representa julgamento definitivo sobre os fatos investigados. As ações penais e os procedimentos de investigação seguem em tramitação na Justiça.

Alysson Nogueira —  Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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