O navio de apoio marítimo Skandi Amazonas, encalhado nas proximidades da Praia Campista, em Macaé, na Região dos Lagos, desde maio, foi dado como “perda total construtiva” pela empresa de navegação norueguesa DOF. A informação foi divulgada pela companhia após a conclusão de uma avaliação técnica que apontou que o custo para recuperar a embarcação ultrapassa o valor coberto pelo seguro.
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Na prática, a decisão significa que a reconstrução do navio deixou de ser considerada economicamente viável. Apesar disso, a medida não altera a operação de retirada da embarcação, que continua sob coordenação da Marinha do Brasil e já teve seu plano de salvamento aprovado.
Em comunicado ao mercado, a DOF informou que uma análise detalhada foi realizada após o incidente ocorrido no litoral de Macaé. Segundo a empresa, os danos identificados tornaram inviável a recuperação da embarcação do ponto de vista financeiro.
Com a declaração de perda total construtiva, a companhia informou que receberá uma indenização de 115 milhões de dólares — aproximadamente 587 milhões de reais, referente ao seguro de casco e máquinas.
Operação de retirada segue em andamento
Embora o navio tenha sido considerado perda total, o processo de remoção da Praia Campista continua normalmente. O plano aprovado pela Marinha prevê uma operação em etapas. Primeiro, serão realizados reparos emergenciais para garantir a segurança da embarcação. Em seguida, será feito o esvaziamento controlado dos compartimentos inundados. Depois, técnicos irão avaliar as condições estruturais do navio para a chamada reflutuação, etapa em que a embarcação volta a flutuar. Somente após esse procedimento será realizado o reboque para um local apropriado.
Como parte da preparação para essa operação, a DOF já realizou a instalação de âncoras na faixa de areia da Praia Campista. As estruturas fazem parte do sistema que auxiliará na reflutuação do navio e serão retiradas após a conclusão dos trabalhos, com recuperação da área utilizada.
Segundo a empresa, a embarcação permanece estável e sob monitoramento permanente.
Relembre o caso
O Skandi Amazonas encalhou após sofrer uma avaria no casco ao tocar uma formação rochosa nas proximidades da Pedra do Pescador, no litoral de Macaé. Com a entrada de água na embarcação, o comandante decidiu realizar um encalhe controlado próximo à Praia Campista para preservar a segurança da tripulação e evitar danos maiores.
Desde então, o navio permanece na orla e passou a ser acompanhado pela Capitania dos Portos de Macaé, que instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas, as circunstâncias e as possíveis responsabilidades pelo incidente. A investigação continua em andamento, enquanto a operação de retirada avança sob acompanhamento da Marinha e dos órgãos ambientais.


