Mais de dez máquinas começaram a operar nas primeiras horas da manhã deste sábado, dia 28, em Rio das Ostras para acelerar a limpeza e desobstrução dos principais canais da cidade. Escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, caminhões basculantes e equipamentos de apoio, doados pelo Governo do Estado, foram mobilizados para ampliar a vazão da água acumulada após dias de chuva intensa.
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As frentes de trabalho se concentram nos canais de Medeiros, Jundiá, Canal da Coruja e Vilage, além de outros pontos considerados críticos. A estratégia é reduzir o nível da água o mais rápido possível e minimizar os impactos nos bairros atingidos.
Apesar de a chuva ter perdido força, o cenário continua delicado. O rio transbordou em diversos trechos, atingindo bairros como Cláudio Ribeiro, Âncora 2, Liberdade, Nova Esperança e Nova Cidade. Em algumas áreas, moradores relatam dificuldade para sair de casa devido ao volume de água nas ruas.
Dois fatores agravaram a situação: a maré alta, que dificulta o escoamento da água para o mar, e o volume que chega de municípios vizinhos, como Macaé, também afetados pelas chuvas recentes. O represamento nos canais contribuiu para o transbordamento.
Solidariedade nas áreas isoladas
Enquanto as máquinas atuam na limpeza e dragagem, a mobilização da comunidade tem sido essencial. Em bairros como Cláudio Ribeiro e Âncora 2, voluntários organizaram a arrecadação e distribuição de alimentos, água e itens básicos para famílias temporariamente isoladas pelos alagamentos.
Ao longo do dia, grupos percorreram as áreas mais afetadas levando donativos e apoio às vítimas. Em meio aos prejuízos e à incerteza sobre a normalização do nível da água, a ajuda mútua tem sido um dos principais pilares de suporte às famílias atingidas.
O monitoramento segue constante, especialmente por causa da influência da maré e da possibilidade de novo aumento no volume dos rios.

