Um delegado da PolÃcia Federal e um ex-secretário estadual foram presos nesta segunda-feira, dia 9 no Rio de Janeiro durante uma operação que investiga um esquema de tráfico de influência para beneficiar um grupo criminoso ligado ao tráfico internacional de drogas. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e faz parte de uma investigação conduzida pela própria PolÃcia Federal.
Receba as notÃcias importantes do NF10 no seu Telegram
Segundo as investigações, o delegado federal preso é Fabrizio Romano. A apuração indica que ele teria recebido vantagens e atuado para favorecer interesses de criminosos, com apoio de advogados e intermediários. Até a publicação das reportagens, a defesa do delegado não havia se manifestado sobre as acusações.
Além do delegado, também foi preso o advogado Alessandro Pitombeira Carracena, que já ocupou cargos públicos no Rio de Janeiro, incluindo as funções de secretário municipal de Ordem Pública na gestão de Marcelo Crivella e secretário estadual de Esporte e Lazer durante o governo de Cláudio Castro. De acordo com a PolÃcia Federal, o grupo investigado teria atuado como intermediário para repassar propinas e facilitar acesso a informações estratégicas dentro do poder público.
As investigações apontam que os envolvidos teriam estruturado um esquema de tráfico de influência para beneficiar interesses ligados ao crime organizado. Segundo a PolÃcia Federal, os investigados são suspeitos de integrar uma associação criminosa voltada à prática de corrupção, favorecimento a organizações criminosas e lavagem de dinheiro.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas no âmbito da Operação Anomalia, que busca identificar redes de apoio dentro do poder público que atuariam para beneficiar organizações criminosas.
Ligação com investigação do caso TH Joias
A prisão do delegado também ocorre no contexto das investigações relacionadas ao caso do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. A operação é considerada um desdobramento das apurações que investigam ligações entre agentes públicos e o Comando Vermelho.
Segundo a PolÃcia Federal, as apurações indicam que integrantes do esquema teriam repassado informações sigilosas sobre operações policiais a pessoas ligadas à organização criminosa. O vazamento de dados teria permitido que investigados se antecipassem à s ações das autoridades.
O caso TH Joias ganhou repercussão após a prisão do ex-deputado estadual, acusado de atuar como braço polÃtico do Comando Vermelho e de intermediar negociações envolvendo drogas, armas e movimentações financeiras da facção

