A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, dia 27, uma operação contra um suposto esquema de obtenção fraudulenta de cidadania italiana utilizado para facilitar a migração ilegal de brasileiros para a Europa.
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As ações ocorreram em Itapemirim e Marataízes, no Sul Capixaba, além de alvos no Rio de Janeiro e em Goiânia. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.
Segundo a investigação, o grupo utilizava documentos cartorários falsificados ou com informações ideologicamente falsas para simular vínculos familiares com descendentes italianos, permitindo que brasileiros obtivessem reconhecimento irregular da cidadania italiana.
De acordo com a PF, a fraude seria usada como caminho para que os envolvidos passassem a viver legalmente em países europeus.
A Justiça também autorizou medidas cautelares contra os investigados, incluindo retenção de passaportes, proibição de deixar o país, bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens móveis e imóveis.
As investigações apontam ainda que o incêndio ocorrido em um cartório de Itapemirim, em 2022, pode ter ligação com o esquema. A suspeita é de que o fogo tenha sido provocado para destruir possíveis provas relacionadas à fraude documental.
Durante a operação, agentes apreenderam celulares e documentos que serão analisados pela perícia da Polícia Federal para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, promoção de migração ilegal, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.
A Polícia Federal não divulgou até o momento o número total de investigados nem os nomes dos alvos da operação.

