O vÃdeo em que Nair Faria Gomes aparece relatando que estaria sendo ameaçada de morte não foi gravado na véspera do duplo homicÃdio registrado em Trajano de Moraes, na Região Serrana do Rio. É o que afirma a PolÃcia Civil, que confirmou que as imagens foram registradas há cerca de um ano, durante a investigação de um furto.
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A gravação começou a circular logo após o assassinato de Nair e de Rayssa de Souza Bessa Marques, mortas a tiros na manhã do sábado, 04 de julho, no distrito de Barra dos Passos. Nas publicações, usuários afirmavam que o vÃdeo havia sido gravado um dia antes do crime, sugerindo que a vÃtima teria antecipado o que aconteceria. A hipótese, no entanto, foi descartada pela investigação.
Segundo a delegada Daniella Bessa, titular da 158ª Delegacia de PolÃcia (Trajano de Moraes), o vÃdeo foi produzido no contexto de um inquérito instaurado em 2025 para apurar um furto ocorrido em uma residência envolvendo familiares de Nair.
A delegada esclareceu que esse procedimento investiga exclusivamente o crime de furto e que não existe inquérito instaurado para apurar ameaças. Ela explicou ainda que, por envolver pessoas da mesma famÃlia, a investigação é mais complexa, com versões conflitantes e poucas provas materiais, situação diferente da apuração de furtos entre pessoas sem qualquer vÃnculo.
Até o momento, segundo a PolÃcia Civil, não há elementos que permitam estabelecer qualquer relação entre esse inquérito e o duplo homicÃdio.
Duplo homicÃdio segue sob investigação
Nair Faria Gomes e Rayssa de Souza Bessa Marques foram mortas por volta das 6h30 de sábado, dia 4, quando estavam em um carro no distrito de Barra dos Passos. De acordo com a PolÃcia Civil, dois homens em uma motocicleta se aproximaram do veÃculo e efetuaram diversos disparos contra o lado do motorista.
Uma terceira ocupante do automóvel, que estava no banco traseiro, sobreviveu ao ataque e prestou depoimento como testemunha.
A investigação aponta, preliminarmente, que duas armas de fogo podem ter sido utilizadas na execução. Cartuchos recolhidos no local passarão por perÃcia para identificação dos calibres utilizados.
Até o momento, os autores do crime não foram identificados. A PolÃcia Civil segue analisando imagens de câmeras de segurança, ouvindo testemunhas e realizando diligências para esclarecer o caso. As hipóteses de roubo e latrocÃnio já foram descartadas, enquanto as demais linhas de investigação permanecem abertas.

