Caminhoneiros decidiram suspender a proposta de greve nacional após articulação com o governo federal e abertura de diálogo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e LogÃstica. A paralisação havia sido aprovada por grupos de motoristas autônomos, mas perdeu força após a entidade recuar e orientar a categoria a aguardar novas negociações.
Receba as notÃcias importantes do NF10 no seu Telegram
A mudança de posição ocorreu após a marcação de uma reunião com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Somos a favor das pautas prioritárias dos caminhoneiros, mas defendemos a suspensão desse movimento, comentou o presidente da CNTTL, Paulo João Estausia.
Segundo a entidade, a decisão busca priorizar o diálogo institucional diante da possibilidade de avanço nas negociações. A CNTTL chegou a apoiar mobilizações em reação ao aumento do preço do diesel, mas reviu o posicionamento após a abertura de canal com o governo federal.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o cumprimento do piso mÃnimo do frete e punições mais rigorosas para empresas que descumprirem a tabela. A pauta inclui aplicação de multas e até cancelamento do registro de transportadores em casos de irregularidades.
Apesar da suspensão, lideranças informaram que a decisão não encerra a mobilização. Representantes da categoria aguardam o resultado de reuniões nacionais e a formalização de medidas prometidas pelo governo antes de definir os próximos passos.
Pressão do diesel e risco de paralisação
A ameaça de greve ganhou força após a alta recente no preço do diesel, principal custo da atividade. O governo anunciou medidas para reforçar a fiscalização do frete e discutir redução de tributos, na tentativa de evitar uma nova paralisação nacional.
A mobilização reacendeu lembranças da Greve dos caminhoneiros de 2018, que provocou desabastecimento e forte impacto econômico no paÃs. Diante desse histórico, o governo intensificou negociações para evitar uma nova crise no transporte de cargas.

