A cidade de Macaé voltou ao centro das discussões sobre o futuro da energia no paÃs, durante reunião entre o prefeito Welberth Rezende e a presidente da Equinor Brasil, Verônica Coelho. No encontro, realizado no gabinete do prefeito, a pauta principal foi o avanço do projeto Raia, um dos maiores empreendimentos de gás natural em desenvolvimento no Brasil.
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Operado pela Equinor, em parceria com a Repsol Sinopec Brasil e a Petrobras, o projeto iniciou no fim de março a fase de perfuração na área do pré-sal da Bacia de Campos, com a sonda Valaris DS-17. Macaé terá papel estratégico na operação, já que um gasoduto de aproximadamente 200 quilômetros ligará o FPSO ao Terminal de Cabiúnas.
Welberth afirmou que a cidade tem se preparado para receber novos investimentos, com ações nas áreas de segurança, infraestrutura, desenvolvimento econômico e qualificação profissional.
Hoje Macaé apresenta Ãndices de segurança que reforçam a confiança do investidor e demonstram a capacidade da cidade de receber grandes empreendimentos. Temos avançado em diversas polÃticas públicas, desde infraestrutura até educação e qualificação de mão de obra, preparando nossa população para as oportunidades geradas pelo setor de energia. O projeto Raia representa mais desenvolvimento, emprego e fortalecimento da nossa economia, afirmou o prefeito.
A expectativa é que o Raia entre em operação em 2028, com capacidade para escoar 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, volume que pode representar cerca de 15% da demanda nacional de gás. O empreendimento integra o Novo PAC do Governo Federal e reúne reservas recuperáveis superiores a um bilhão de barris de óleo equivalente.
Para Verônica Coelho, o projeto reforça a importância do Brasil dentro da estratégia global da Equinor.
O Brasil é um paÃs de projetos pioneiros para a Equinor e Raia, com seu conceito inovador, materializa isso. Estamos cada vez mais próximos de alcançar o objetivo de contribuir com cerca de 15% da demanda nacional de gás em 2028, quando o projeto entrar em operação, destacou.
Além do impacto na produção de gás, o projeto também é tratado pela Prefeitura como oportunidade para ampliar a base econômica da cidade e aproximar Macaé das discussões sobre transição energética. Segundo a estimativa apresentada, o empreendimento pode gerar até 50 mil empregos diretos e indiretos ao longo de seu ciclo de vida.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sylvio Lopes, afirmou que o investimento reforça o potencial de Macaé para diversificar sua matriz produtiva. Já o secretário municipal de PolÃticas Energéticas, Rodrigo Vianna, classificou o projeto como um marco tecnológico e industrial para a cidade.


