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Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus

Homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, teria contraído a doença em fevereiro

Foto: Banco de Imagens
Foto: Banco de Imagens

A Secretária de Saúde de Minas Gerais confirmou neste domingo, dia 10, a primeira morte por hantavírus registrada no estado em 2026. A vítima é um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, que teria contraído a doença em fevereiro. O caso acende o alerta das autoridades de saúde para os riscos da hantavirose, doença rara transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina e saliva de roedores silvestres infectados.

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De acordo com o Ministério da Saúde, o risco global de disseminação do hantavírus permanece baixo, conforme avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Atualmente, um surto com casos confirmados e suspeitos em passageiros de um navio com histórico de circulação pela América do Sul segue sendo investigado, mas sem impacto direto para o Brasil até o momento.

Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem registros de contágio interpessoal. Segundo especialistas, a transmissão entre pessoas do hantavírus do tipo Andes é considerada limitada e costuma ocorrer apenas em situações de contato próximo e prolongado.

Os dois casos confirmados recentemente no Paraná também não possuem relação com o cenário internacional monitorado pela OMS. Em 2025, o Brasil registrou 35 casos da doença. Já em 2026, até agora, sete casos foram confirmados no país.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), quadro grave que pode comprometer pulmões e coração. A principal forma de transmissão ocorre pela inalação de partículas contaminadas presentes em ambientes com circulação de roedores silvestres infectados.

No Brasil, a doença é de notificação compulsória há mais de duas décadas, permitindo o monitoramento contínuo dos casos humanos e dos genótipos virais em circulação.

Cenário epidemiológico

Desde a identificação da doença no país, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos. Apesar da gravidade, os dados mais recentes apontam tendência de redução.

Em 2025, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes, o menor número desde o início da série histórica recente. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos, sem relação com os episódios internacionais monitorados pelas autoridades sanitárias.

O Ministério da Saúde informou que mantém vigilância contínua em todo o território nacional, com ações de controle ambiental, orientação à população e monitoramento epidemiológico.

ATUALIZADO ÀS 18h41  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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