
O antigo Hospital Gélio Alves de Farias, em Barra de São João, distrito de Casimiro de Abreu, passa a funcionar agora como um centro estadual de diagnóstico por imagem. Rebatizado como Rio Imagem Lagos, o espaço foi reaberto com a proposta de ampliar o acesso a exames especializados na Região dos Lagos.
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Para viabilizar a nova estrutura, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 8 milhões em obras e equipamentos. A unidade conta com 1.934 metros quadrados e tem capacidade para realizar mais de 4,3 mil exames por mês, incluindo ecocardiografia, eletrocardiograma, mamografia, raio-X, tomografia computadorizada e ultrassonografia. A previsão é de que, em uma segunda etapa, também passe a oferecer exames de ressonância magnética, além de contar com laboratório de análises clínicas.
O atendimento será feito por meio do Sistema Estadual de Regulação, com encaminhamento de pacientes da rede pública. A unidade funciona na Rodovia Amaral Peixoto, 895, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 15h.
Unidade carrega histórico de desperdício de dinheiro público
Apesar da reabertura, o novo uso está longe da proposta original do espaço. O prédio foi concebido para ser um hospital regional, com capacidade para internações, cirurgias e atendimento de urgência, mas nunca chegou a operar plenamente como unidade hospitalar. Ao longo dos anos, o Gélio Alves acumulou obras interrompidas, períodos de fechamento e sucessivas promessas de retomada que não se concretizaram. A estrutura chegou a ser vista como alternativa durante a pandemia de Covid-19, mas também não desempenhou papel efetivo naquele momento crítico.

O resultado foi um equipamento público que permaneceu por anos sem função clara, tornando-se símbolo de desperdício de recursos e falta de planejamento na área da saúde.
Agora, reconfigurado como centro de exames, o espaço volta a operar — ainda que distante da finalidade para a qual foi criado.