
O período de defeso no Rio São João, em Casimiro de Abreu, permanece em vigor até o dia 28 de fevereiro. Durante esse intervalo, a pesca de espécies nativas fica restrita como forma de garantir a reprodução dos peixes e a preservação dos recursos naturais.
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O defeso coincide com a piracema, fase em que os peixes migram pelos rios para desovar. Nesse período, a captura de diversas espécies é proibida justamente para evitar a pesca predatória e assegurar a reposição natural dos estoques pesqueiros.
Entre as espécies que não podem ser pescadas no Rio São João estão robalo, tainha e carapeba, de acordo com orientações ambientais divulgadas no município. A fiscalização e as ações de conscientização têm sido intensificadas na região para garantir o cumprimento da norma federal.
A proibição segue regras estabelecidas pelo Ibama, que determina restrições à pesca em rios e outros mananciais de água doce durante o período reprodutivo das espécies. O descumprimento pode resultar em multas e outras penalidades previstas na legislação ambiental.
A medida não é exclusiva do Rio São João. Em diferentes regiões do país, o defeso da piracema costuma ocorrer entre novembro e fevereiro, quando a pesca em rios, lagos e lagoas é suspensa para proteger o ciclo de reprodução dos peixes.
Para pescadores profissionais devidamente registrados, o período de paralisação pode ser compensado pelo recebimento do seguro-defeso, benefício pago pelo Governo Federal enquanto a atividade permanece suspensa.
Mesmo com a restrição temporária, órgãos ambientais destacam que o respeito ao defeso é fundamental para manter a atividade pesqueira sustentável ao longo do ano e evitar a redução das populações de peixes nos rios da região.