O Skandi Amazonas, navio de apoio marÃtimo encalhado nas proximidades da Praia Campista desde maio, já tem um plano definido para deixar a orla de Macaé, na Região dos Lagos. A operação, aprovada pela Marinha do Brasil, será realizada em etapas e prevê reparos na embarcação, o esvaziamento dos compartimentos inundados, a reflutuação — processo que o navio volte a flutuar — e, por fim, reboca-lo até um local apropriado.
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As primeiras intervenções previstas no plano já começaram nesta segunda-feira, 13. Segundo a DOF, empresa responsável pela embarcação, foram instaladas âncoras na faixa de areia da Praia Campista. Essas estruturas fazem parte do sistema de ancoragem que dará sustentação à operação de reflutuação. Após a conclusão dos trabalhos, todo o material utilizado será removido e a área onde ocorreu a intervenção será recuperada.
De acordo com a Marinha, a operação terá inÃcio com reparos emergenciais na embarcação. Em seguida, será realizado o esvaziamento controlado dos compartimentos inundados. Depois, técnicos irão verificar as condições de estanqueidade, estabilidade e flutuabilidade do navio. Somente após essa avaliação será realizada a reflutuação, etapa em que a embarcação volta a flutuar, permitindo que seja rebocada para um local apropriado, onde passará pelos reparos definitivos.
A DOF informou que todas as intervenções previstas no Plano Executivo de Salvamento foram previamente autorizadas pelos órgãos competentes, entre eles Ibama, Inea, Capitania dos Portos de Macaé e Prefeitura de Macaé.
Segundo a empresa, o Skandi Amazonas permanece estável e sob monitoramento contÃnuo. Até o momento, não houve registro de vazamento de óleo ou de outras substâncias poluentes, nem foram identificados impactos ambientais decorrentes do incidente. As atividades seguem acompanhadas por equipes técnicas, com a adoção das medidas de segurança operacional e proteção ambiental previstas no plano de salvamento.
Ainda não há um prazo definitivo para a conclusão da operação. A Marinha informou que existe a expectativa de que os trabalhos sejam concluÃdos até o fim de julho, mas ressaltou que o cronograma dependerá do andamento dos serviços, dos resultados observados durante a execução do plano e das condições meteorológicas e marÃtimas.
Entenda o caso
O Skandi Amazonas encalhou após sofrer uma avaria no casco ao tocar uma formação rochosa nas proximidades da Pedra do Pescador. Com a entrada de água na embarcação, o comandante optou por realizar um encalhe controlado próximo à Praia Campista como medida de segurança, evitando danos maiores e preservando a integridade da tripulação.
Além da operação de retirada, a Capitania dos Portos de Macaé mantém um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que apura as causas, as circunstâncias e as possÃveis responsabilidades pelo incidente. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a investigação.


