Uma parceria entre pescadores artesanais de Barra de São João, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Vorá resultou na criação de uma ferramenta voltada à preservação do robalo, espécie tradicional do rio São João e importante fonte de sustento para comunidades pesqueiras da região.
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A iniciativa foi destacada nesta quarta-feira, dia 3, Dia Nacional da Educação Ambiental, como um exemplo da integração entre conhecimento tradicional, pesquisa científica e conservação ambiental.
O principal resultado da parceria é uma régua desenvolvida para auxiliar os pescadores na identificação do tamanho adequado do robalo para captura. Com o instrumento, é possível verificar se o peixe está dentro das medidas permitidas pela legislação ou se deve ser devolvido ao rio para garantir sua reprodução e a manutenção dos estoques naturais.
Segundo a analista ambiental do ICMBio, Tatiana Mello, a ideia surgiu a partir de uma demanda apresentada pela própria comunidade pesqueira.
A solicitação partiu dos pescadores e representa um exemplo concreto da valorização do conhecimento tradicional, construído em parceria com o Instituto Vorá, destacou.
Pesca sustentável
Além das medidas indicadas para captura, a régua conta com um QR Code que direciona os usuários para informações sobre os limites mínimo e máximo permitidos para a pesca do robalo, regras da pesca amadora e orientações voltadas à conservação da biodiversidade.
A pesquisadora e bióloga Marília Fonseca, do Instituto Vorá, ressaltou que o projeto busca contribuir tanto para a proteção ambiental quanto para a manutenção das atividades tradicionais desenvolvidas pelas comunidades pesqueiras da região.
O Instituto Vorá atua em pesquisas voltadas para as ciências naturais e tem desenvolvido trabalhos relacionados à pesca artesanal no rio São João. Já o ICMBio é responsável pela gestão de unidades de conservação federais e por ações voltadas à proteção da biodiversidade brasileira.

