A Reserva Biológica União, localizada no distrito de Rocha Leão, em Rio das Ostras, completou 28 anos destacando avanços na conservação da biodiversidade e na ampliação da proteção da Mata Atlântica de baixada. Criada em 22 de abril de 1998, a unidade teve sua área triplicada ao longo da história, passando de 2.548 para 7.756 hectares.
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Administrada pelo ICMBio, a reserva abrange áreas de Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Macaé. Entre os principais avanços estão a proteção de espécies ameaçadas, como o mico-leão-dourado, a preguiça-de-coleira, a onça-parda, a jaguatirica e a lontra, além da implantação de uma trilha inclusiva interpretativa, que permite a visitação de pessoas com deficiência.
Neste aniversário, a Reserva Biológica União reafirma seu papel como um dos mais importantes redutos de Mata Atlântica de baixada do Estado do Rio de Janeiro, renovando o compromisso com a conservação da biodiversidade junto com as pessoas, destacou a chefe do Núcleo de Gestão Integrada Mico-leão-dourado, Gisela Carvalho.
A unidade abriga cerca de 225 espécies de aves, sendo 35 endêmicas e cinco ameaçadas de extinção. A reserva também protege nascentes de três importantes bacias hidrográficas do estado: dos rios São João, das Ostras e Macaé. Com a ampliação da área protegida, também foi consolidado um corredor ecológico que conecta a reserva à Serra do Mar, favorecendo o deslocamento de espécies da fauna e da flora e contribuindo para a manutenção dos processos naturais.

A visitação ao público ocorre de segunda a sexta-feira, mediante agendamento pelo Instagram @rebio.uniao. O roteiro inclui trilhas, centro de vivência, espaços educativos e salas de exposição, sempre com orientação de monitores e técnicos do ICMBio.
Apesar dos avanços, a reserva ainda enfrenta desafios como expansão urbana no entorno, incêndios florestais, presença de espécies exóticas, necessidade de ampliação de corredores ecológicos, financiamento contínuo para manejo e fiscalização e integração com políticas públicas municipais e estaduais.
A mais assertiva forma de preservar é fazendo com que as pessoas se sintam parte dessa conservação, afirmou Gisela.

