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Ordem Pública

Baixa cobertura vacinal contra o sarampo reacende risco de surto nacional; como previnir

Doença infecciosa de alta contagiosidade pode causar complicações graves; saiba quem precisa se imunizar e como identificar os sintomas

Foto: Banco de Imagem/Joasouza
Foto: Banco de Imagem/Joasouza

A baixa taxa de vacinação em diversas regiões do país acendeu um alerta vermelho entre médicos e infectologistas para o risco de reintrodução e novos surtos de sarampo. Causado por um vírus de extrema transmissibilidade, o sarampo é uma das doenças infecciosas mais contagiosas conhecidas e exige uma alta cobertura vacinal para garantir a imunidade coletiva da população.

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A transmissão ocorre de forma direta pelo ar, por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas não imunizadas ao seu redor.

Público-alvo e esquema de doses no SUS
A imunização é a única forma eficaz de prevenção contra o sarampo e está disponível de forma gratuita na rede pública de saúde por meio do Sistema Único de Saúde. O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde varia de acordo com a faixa etária do cidadão. Crianças devem receber a primeira dose da vacina tríplice viral aos doze meses de vida e a dose de reforço da vacina tetra viral aos quinze meses de idade. Para pessoas de doze meses até quarenta e nove anos que não possuem comprovação de vacinação no cartão de saúde, a orientação das autoridades sanitárias é a atualização imediata das doses pendentes.

Pessoas de um a vinte e nove anos de idade que nunca foram vacinadas devem receber duas doses com intervalo mínimo de trinta dias entre as aplicações. Já a população adulta compreendida na faixa dos trinta aos quarenta e nove anos que não possui registro vacinal necessita de apenas uma dose da vacina tríplice viral para garantir a proteção contra o vírus. Os profissionais da área da saúde, independentemente da idade que possuem, devem ter registradas obrigatoriamente duas doses comprovadas em sua carteira de vacinação devido ao alto risco de exposição contínua a pacientes infectados.

Para receber a aplicação das doses, o cidadão precisa comparecer a uma Unidade Básica de Saúde ou Centro de Saúde levando um documento de identificação oficial com foto e a caderneta de vacinação para avaliação dos profissionais de enfermagem. Caso a pessoa tenha perdido o comprovante antigo e não se lembre se já tomou as doses recomendadas ao longo da vida, a orientação médica é ser vacinado novamente, uma vez que a administração de doses extras não traz prejuízos à saúde e garante a imunização necessária contra a doença.

Quem deve se vacinar?
A vacina é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde pelo SUS. O esquema varia conforme a faixa etária:

  • Crianças de 12 a 15 meses: Recebem duas doses de rotina – a 1ª dose da Tríplice Viral aos 12 meses e o reforço com a Tetra Viral aos 15 meses.
  • Pessoas de 1 a 29 anos: Devem ter comprovadas duas doses de vacina ao longo da vida.
  • Adultos de 30 a 49 anos: Devem comprovar pelo menos uma dose do imunizante.
  • Profissionais da Saúde: Independentemente da idade, precisam ter comprovadas duas doses da vacina no cartão.

Carteira de Vacinação
Para quem pedeu sua carteira de vacinação e não se lembre se tomou as doses recomendadas, a orientação médica é se vacinar novamente. Receber uma nova dose não traz riscos à saúde e garante a sua proteção.

Quais são os sintomas da doença?
Os sinais do sarampo surgem geralmente entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus. Fique atento às principais manifestações:

  • Primeiros sinais: Febre alta (acima de 38,5 °C), tosse persistente, coriza, conjuntivite com fotofobia (sensibilidade à luz) e surgimento de pequenas manchas brancas na parte interna da bochecha – Manchas de Koplik.
  • Erupções na pele: Manchas avermelhadas que começam no rosto e atrás das orelhas e avançam pelo pescoço, tronco e membros ao longo de 3 a 4 dias.
  • Complicações graves: O quadro pode evoluir para otite, diarreia severa, pneumonia e encefalite (inflamação aguda no cérebro), que podem deixar sequelas graves ou levar ao óbito.
  • Ao apresentar sintomas suspeitos, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima e evite o contato com outras pessoas para interromper a cadeia de transmissão.
ATUALIZADO ÀS 06h50  •   Da Redação  [ + ]  —  Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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