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Campos dos Goytacazes

Barra do Furado pode virar polo de reciclagem de embarcações no RJ

Projeto na divisa entre Campos dos Goytacazes e Quissamã prevê empregos e investimentos

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A região de Barra do Furado, na divisa entre Campos dos Goytacazes e Quissamã, pode receber um dos primeiros complexos do país voltados à reciclagem de embarcações e estruturas offshore. O projeto da BR Offshore prevê uma área de aproximadamente 6 milhões de metros quadrados, com atividades de apoio logístico e reaproveitamento de estruturas utilizadas pela indústria de óleo e gás.

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O planejamento do empreendimento foi apresentado nesta quarta-feira, dia 12, a empresários do Norte Fluminense durante uma reunião da Firjan Norte Fluminense. A previsão é de que as obras comecem entre o fim de 2026 e o início de 2027.

A unidade será preparada para receber partes, equipamentos e estruturas de embarcações e plataformas de petróleo e gás que chegaram ao fim de sua vida útil. A iniciativa acompanha uma demanda crescente do setor por serviços de descomissionamento e reciclagem, especialmente diante do número de estruturas offshore que deverão ser retiradas de operação nos próximos anos.

Segundo a BR Offshore, atualmente apenas um estaleiro no Rio Grande do Sul realiza esse tipo de descomissionamento no Brasil. A proposta em Barra do Furado busca ampliar essa capacidade e aproveitar a localização estratégica da região, próxima a importantes operações da cadeia de óleo e gás.

Outro ponto do projeto é o reaproveitamento da sucata metálica. O material retirado das embarcações e estruturas poderá ser destinado à indústria siderúrgica, que utiliza o aço reciclado como matéria-prima. De acordo com dados apresentados pela empresa, a siderurgia brasileira consome cerca de 2,5 milhões de toneladas de sucata por ano e importa aproximadamente 5 milhões de toneladas.

A expectativa é de que, nos próximos dez anos, a reciclagem de embarcações e estruturas de óleo e gás no país represente cerca de 1,5 milhão de toneladas de aço reciclado, com uma receita estimada em R$ 5 bilhões a partir da comercialização do material.

Para a região, a implantação do complexo também pode abrir espaço para novos empregos e fornecedores locais, além de movimentar setores ligados à logística, serviços e indústria. A empresa prevê a geração de postos de trabalho diretos e indiretos e a atração de novos investimentos para o entorno de Barra do Furado.

ATUALIZADO ÀS 15h50  •   Da Redação  [ + ]  —  Produzido pela equipe de jornalismo em regime de plantão do portal NF10. Especializado em fatos urgentes, cotidiano, clima, trânsito e utilidade pública, com responsabilidade e agilidade em informar.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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