Uma das principais vias de ligação do Norte Fluminense com a Região Metropolitana do Rio vai receber testes de uma nova forma de controle de velocidade. A BR-101/RJ está entre as rodovias escolhidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para experimentar radares capazes de calcular a velocidade média dos veículos ao longo de um trecho, e não apenas no ponto exato onde o equipamento está instalado.
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No trecho administrado pela Arteris Fluminense, o projeto-piloto será realizado na Niterói-Manilha. No sentido Norte, o monitoramento foi autorizado entre os quilômetros 298,6 e 313, em uma extensão de 14,4 quilômetros. No sentido Sul, será entre os quilômetros 298,3 e 314,39, abrangendo pouco mais de 16 quilômetros.
A novidade muda a lógica dos radares tradicionais. Atualmente, o equipamento registra a velocidade do veículo no instante em que ele passa por determinado ponto. Com o sistema de velocidade média, a passagem do mesmo veículo é identificada em dois pontos diferentes da rodovia.
A partir da distância entre esses pontos e do tempo que o veículo levou para percorrer o trajeto, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida naquele trecho. Dessa forma, reduzir a velocidade somente ao se aproximar de um radar e voltar a acelerar depois não impede que uma eventual velocidade excessiva durante o percurso seja identificada.
Segundo a ANTT, o objetivo dos testes é avaliar a confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos motoristas e o desempenho operacional da tecnologia em condições reais de tráfego.
Teste não terá multa por velocidade média
Apesar do monitoramento, a nova tecnologia não será utilizada, neste primeiro momento, para multar motoristas exclusivamente com base na velocidade média calculada.
A autorização estabelece que o projeto terá caráter técnico, educativo e experimental. O teste terá duração inicial de 180 dias, contados a partir da implantação efetiva e do início do monitoramento, podendo ser prorrogado ou encerrado antecipadamente conforme os resultados.
Os trechos também deverão receber sinalização para informar aos motoristas sobre a realização do experimento. Durante o período, a concessionária terá que enviar mensalmente à ANTT os resultados obtidos.
A agência ressalta ainda que a realização dos testes não significa que o modelo já esteja autorizado para gerar autuações por velocidade média no país. Uma eventual utilização futura da tecnologia para aplicação de multas dependerá de novas avaliações técnicas, regulatórias e jurídicas.
Além do trecho da BR-101/RJ administrado pela Autopista Fluminense, projetos semelhantes foram autorizados em rodovias concedidas de outros estados. Ao todo, a nova tecnologia será testada em trechos de oito estados brasileiros.

