O Espírito Santo entrou em estado de atenção diante da redução do nível dos rios provocada pelo avanço do período seco. O cenário é acompanhado por órgãos estaduais e federais de monitoramento, que apontam queda nas vazões, déficit hídrico e necessidade de uso racional da água, especialmente nas regiões Norte e Noroeste capixabas.
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Dados do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) mostram que o estado registrou chuvas abaixo da média e balanço hídrico negativo em todos os municípios monitorados. Segundo o instituto, as precipitações foram insuficientes para repor a água perdida para a atmosfera, consolidando as características típicas da estação seca.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também aponta redução dos níveis dos rios em parte da Região Sudeste, tendência que deve persistir durante o trimestre de inverno. A previsão indica vazões abaixo da média em diversas bacias hidrográficas, reflexo da escassez de chuvas e da menor disponibilidade hídrica característica desta época do ano.
Regiões exigem maior atenção
O Incaper destaca que os maiores déficits hídricos concentram-se nas regiões Norte e Noroeste do Espírito Santo, onde a falta de chuva aumenta a pressão sobre o abastecimento, a agropecuária e os recursos hídricos. A orientação é que produtores rurais e a população utilizem a água de forma consciente durante o período de estiagem.
O Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), indica que a área atingida pela seca aumentou na Região Sudeste entre maio e junho, embora a intensidade do fenômeno tenha apresentado comportamento diferente em outras regiões do país.
Defesa Civil mantém monitoramento
A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil acompanha diariamente as condições meteorológicas e hidrológicas do Espírito Santo por meio de boletins técnicos. O monitoramento considera previsões de chuva, níveis dos rios e possibilidade de impactos relacionados tanto à estiagem quanto a eventos extremos.
Especialistas ressaltam que a redução dos níveis dos rios durante o inverno é um comportamento esperado, mas a persistência de chuvas abaixo da média pode agravar o déficit hídrico nas próximas semanas, exigindo atenção dos sistemas de abastecimento, do setor agropecuário e dos municípios que dependem diretamente dos cursos d’água para o fornecimento de água.

