O Espírito Santo registrou no segundo trimestre de 2026 a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012. A desocupação ficou em 2,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), colocando o Estado na terceira menor taxa do país e na primeira posição entre os estados do Sudeste.
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A força de trabalho capixaba era formada por aproximadamente 2,129 milhões de pessoas no período. O número de desocupados caiu de cerca de 66 mil no primeiro trimestre para 49 mil entre abril e junho. Com isso, o Espírito Santo ficou pela primeira vez abaixo da marca de 50 mil pessoas sem trabalho desde o início da série histórica.
O resultado representa uma queda de 11,9 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2020, quando a taxa de desemprego chegou a 14,2%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o recuo foi de 0,9 ponto percentual. O Espírito Santo ficou atrás apenas de Santa Catarina, com 2,1%, e Mato Grosso, com 2,2%, no ranking nacional.
Queda do desemprego e mas informalidade
Apesar do recuo histórico da desocupação, os dados também mostram aumento da informalidade no Estado. O índice passou de 38,6% para 40% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, alcançando o maior nível desde o segundo trimestre de 2022 e ficando acima da média brasileira, de 37,4%.
Em números absolutos, aproximadamente 832 mil trabalhadores estavam em ocupações informais no segundo trimestre, cerca de 57 mil a mais que no trimestre anterior. O avanço ocorre mesmo em um cenário de forte redução do número de pessoas procurando trabalho sem conseguir uma ocupação.
O desempenho do Espírito Santo também aparece de forma destacada na comparação regional. Enquanto a taxa nacional de desemprego ficou em 5,4%, o Estado registrou 2,3%, mantendo o menor índice do Sudeste. O resultado consolida uma trajetória de redução da desocupação observada nos últimos anos, mas os dados de informalidade mostram que a expansão das ocupações não ocorreu exclusivamente em postos formais.
Os números da PNAD Contínua mostram, portanto, dois movimentos simultâneos no mercado de trabalho capixaba: a quantidade de pessoas sem emprego atingiu o menor patamar da série histórica, enquanto a parcela de trabalhadores informais aumentou. O cenário coloca o Espírito Santo entre os estados brasileiros com menor desemprego, ao mesmo tempo em que evidencia a dimensão da informalidade no mercado de trabalho.

