Mais de 2 mil pessoas já passaram pela exposição “Chuvisco: doce patrimônio”, em cartaz no Museu Histórico de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A mostra entra nos últimos dias de visitação e pode ser conferida gratuitamente até esta quinta-feira, dia 20, com registros que contam a trajetória do doce tradicional e a relação dele com a memória da cidade.
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Feito à base de açúcar e ovos, o chuvisco atravessou gerações e deixou de ser apenas uma receita tradicional para se tornar um dos símbolos da cultura campista. A exposição apresenta parte dessa história e mostra como o doce foi preservado ao longo dos anos por famílias e, principalmente, pelas doceiras da região.
As histórias dessas mulheres ocupam um espaço importante na mostra. Além de preservar receitas e técnicas de produção artesanal, elas ajudaram a manter vivo um saber que passou de geração em geração e que hoje faz parte do patrimônio cultural de Campos.
A exposição também apresenta o documentário “Doce Memória”, que aborda a origem do chuvisco e o processo de reconhecimento do doce como patrimônio cultural do município. O filme reúne depoimentos da historiadora Graziela Escocard e da doceira e empresária Fátima Braga, que mantém a produção artesanal e realiza cursos e oficinas voltados à preservação dessa tradição.
A pesquisa e a curadoria da exposição são assinadas por Graziela Escocard e Thalita Fagundes. A mostra integra a programação do Festival Doces Palavras (FDP) e é realizada no Museu Histórico de Campos dos Goytacazes.

