
Motoristas de Campos dos Goytacazes já sentem no bolso o aumento no preço da gasolina neste inÃcio de 2026. O reajuste, observado nos últimos dias em diversos postos do municÃpio, elevou em média o valor do litro em cerca de dez centavos, movimento que não ficou restrito à cidade e começa a se repetir em outros municÃpios do interior fluminense.
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Em Campos, o preço da gasolina comum passou a girar em torno de R$ 6,60 a R$ 6,70, dependendo do bairro e da bandeira do posto. A elevação chamou a atenção de consumidores, que questionaram a pouca variação entre os valores praticados. O Procon informou que a semelhança de preços, por si só, não caracteriza cartel, mas reforçou que segue monitorando o mercado.
Segundo o órgão, o reajuste não está ligado a aumentos nas refinarias, mas sim à mudança no modelo de tributação, com a entrada em vigor do novo ICMS sobre combustÃveis a partir de janeiro. O imposto passou a ter valor fixo por litro, o que impacta diretamente o preço final ao consumidor.
Reflexos em outras cidades
O aumento também já é percebido em cidades como Macaé, São João da Barra, Quissamã e São Fidélis, onde postos ajustaram os valores nos primeiros dias do ano. Em Itaperuna, Santo Antônio de Pádua e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense, consumidores relatam reajustes semelhantes, ainda que com variações pontuais entre estabelecimentos.
Em Macaé, municÃpio com forte circulação de veÃculos ligada à indústria do petróleo, o impacto preocupa motoristas que dependem do carro para trabalhar. Já em cidades menores da região, o aumento tende a pesar ainda mais no orçamento, diante da menor concorrência entre postos.
Pressão no bolso e efeito em cadeia
Especialistas alertam que a alta dos combustÃveis costuma gerar um efeito em cadeia, influenciando o custo do transporte, de mercadorias e de serviços. A expectativa do setor é de que o impacto do novo ICMS continue sendo sentido ao longo dos próximos meses, especialmente se não houver redução nos preços praticados na distribuição.
Para os consumidores, a orientação dos órgãos de defesa é pesquisar preços, denunciar abusos e ficar atento às oscilações. Enquanto isso, a gasolina mais cara se consolida como mais um fator de pressão sobre o custo de vida na região neste começo de ano.