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Campos dos Goytacazes

Greve nacional dos petroleiros mobiliza categoria em Macaé e no país

Paralisação por tempo indeterminado cobra acordo coletivo mais justo e defesa de direitos da categoria

  ∗  Da Redação
Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

A partir da zero hora desta segunda-feira (15), os petroleiros brasileiros iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado, que já mobiliza unidades da Petrobras em todo o país e também tem forte repercussão em Macaé, um dos principais polos da indústria do petróleo no Brasil.

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O movimento, aprovado em assembleias realizadas nas bases sindicais, expressa a insatisfação da categoria com as negociações em curso sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a rejeição das propostas apresentadas pela Petrobras, consideradas insuficientes na discussão de pontos centrais como salários, aposentadorias e equacionamentos dos planos de previdência Petros.

Segundo o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), a adesão à greve na região tem sido ampla, com grande parte dos trabalhadores apoiando a paralisação em bases onshore e offshore. Representantes sindicais afirmam que a mobilização é uma resposta à falta de avanços nas negociações e uma tentativa de pressionar a estatal a responder positivamente às reivindicações históricas da categoria.

Entre as reivindicações estão a busca por um acordo coletivo considerado mais justo, a defesa dos direitos adquiridos, a preservação da Petrobras como empresa pública e a suspensão de mudanças que possam prejudicar benefícios e condições de trabalho dos profissionais.

A greve dos petroleiros ocorre em um momento de intensa mobilização da categoria no país e acompanha um histórico de assembleias e paralisações anteriores, em que os trabalhadores reivindicaram desde ajustes na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até respeito às regras negociadas para o teletrabalho.

As consequências práticas da paralisação, tanto na produção quanto nos serviços da Petrobras, ainda estão sendo avaliadas pelas lideranças e pela própria companhia, que tem afirmado que seus planos de contingência podem mitigar impactos imediatos. No entanto, a mobilização segue sendo acompanhada de perto pelos setores produtivos e pela comunidade de Macaé, onde a indústria petrolífera é parte central da economia regional.

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