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Arte

Museu Nacional recupera imagens raras e resgata parte da história do Brasil

Negativos fotográficos históricos de imagens feitas por Roquette-Pinto, estavam deteriorados e passaram por processo de restauração e digitalização

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Museu Nacional iniciou um trabalho de recuperação de negativos fotográficos raros produzidos pelo médico, antropólogo e educador Edgar Roquette-Pinto, considerado um dos pioneiros da comunicação e da pesquisa científica no Brasil. O material histórico estava deteriorado e passou por um processo técnico de restauração e digitalização para preservação do acervo.

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As imagens recuperadas fazem parte de registros realizados durante expedições científicas promovidas no início do século XX, principalmente em regiões do interior do país e em comunidades indígenas brasileiras. Segundo pesquisadores, os negativos possuem grande valor histórico, antropológico e documental para compreensão da formação cultural do Brasil.

O trabalho de recuperação envolve higienização, estabilização química, digitalização em alta resolução e armazenamento especializado dos negativos, muitos deles afetados pela ação do tempo, umidade e deterioração física.

Quem foi Roquette-Pinto
Edgar Roquette-Pinto foi um dos principais intelectuais brasileiros do século XX. Médico, antropólogo, professor e pesquisador, ele teve forte atuação na divulgação científica, educação e comunicação pública.

Roquette-Pinto também é lembrado como pioneiro da radiodifusão educativa no Brasil após fundar, em 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, considerada uma das primeiras emissoras do país.

Além da atuação na comunicação, participou de importantes expedições científicas organizadas pela Comissão Rondon, produzindo registros fotográficos, anotações etnográficas e estudos sobre povos indígenas e regiões ainda pouco documentadas na época.

A verdadeira alma do Museu Nacional está na memória, nas ideias. Por isso, receber de volta esses negativos de 1913, que a Biblioteca Nacional guardou com tanto cuidado por anos, é como encaixar uma peça fundamental do nosso mosaico de artefatos, memórias e ideias. E o mais importante disso tudo é que garante que as próximas gerações conheçam o nosso passado para poderem olhar para o futuro. Ver o museu e a Biblioteca Nacional atuando em conjunto reforça o papel de ambas as instituições como grandes guardiãs da memória do Brasil., comentou o diretor do Museu Nacional, Ronaldo Fernandes.

Acervo ajuda a preservar memória brasileira
Segundo especialistas do Museu Nacional, a recuperação dos negativos permite preservar documentos históricos únicos sobre paisagens brasileiras, populações indígenas e expedições científicas realizadas há mais de um século.

O material restaurado também deve integrar futuras exposições e pesquisas acadêmicas ligadas à história da ciência, antropologia e memória nacional.

O trabalho ganha ainda mais relevância após o incêndio que atingiu o Museu Nacional em 2018, destruindo grande parte do acervo histórico e científico da instituição. Desde então, pesquisadores vêm atuando em projetos de recuperação, restauração e reconstrução da memória preservada pelo museu.

Museu Nacional recupera imagens raras e resgata parte da história do Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Um dos museus mais importantes do Brasil
O Museu Nacional está localizado na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e é considerado a instituição científica mais antiga do Brasil. Fundado em 1818 por Dom João VI, o museu abriga pesquisas nas áreas de antropologia, arqueologia, paleontologia, zoologia e história natural, além de possuir um dos acervos científicos mais importantes da América Latina.

Em setembro de 2018, o prédio histórico do museu foi atingido por um incêndio de grandes proporções que destruiu boa parte do acervo e causou comoção nacional e internacional. Milhões de itens históricos, científicos e culturais foram afetados pelas chamas, incluindo coleções raras acumuladas ao longo de mais de dois séculos. Desde então, a instituição passa por um processo de reconstrução física e recuperação de parte do patrimônio preservado.

Atualmente, áreas da Quinta da Boa Vista permanecem abertas à visitação pública, enquanto setores do museu seguem em obras de restauração e reestruturação. O espaço fica na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

Informações sobre exposições, horários de funcionamento e visitas guiadas podem ser consultadas no site oficial do Museu Nacional/UFRJ. Clique aqui

ATUALIZADO ÀS 20h56  •   Da Redação — Produzido pela equipe editorial e direção do portal NF10. Atuamos com apuração rigorosa, checagem de fatos e atualização constante para garantir informação precisa, confiável e relevante para todos.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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