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Crimes

Operação mira falsos sites de universidades no Espírito Santo

Polícia Civil cumpre mandados no estado contra esquema que aplicava golpes em estudantes

Foto: Divulgação PCERJ
Foto: Divulgação PCERJ

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) realizam, nesta quarta-feira, dia 23, a Operação Espelho contra um esquema que utilizava falsos sites de universidades para aplicar golpes em estudantes. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços ligados ao investigado no Espírito Santo e em São Paulo.

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Segundo a investigação, os criminosos criavam domínios que imitavam a identidade visual de instituições de ensino superior. As páginas reproduziam características dos sites oficiais para transmitir aparência de legitimidade.

Os estudantes eram atraídos por falsas ofertas de brindes, como notebooks e viagens de formatura, além de descontos em mensalidades. Para ter acesso aos supostos benefícios, as vítimas eram induzidas a pagar uma inexistente “taxa de administração”.

A fraude ocorreu entre junho e julho de 2025. Ao acessar os sites, os estudantes também eram levados a fornecer informações cadastrais e realizar pagamentos por meio de transferências via Pix.

A investigação começou depois que uma empresa de educação superior comunicou à Polícia Civil que sua marca estava sendo utilizada indevidamente. Durante as diligências, os agentes identificaram seis domínios relacionados ao esquema.

A prática utilizada pelos criminosos é conhecida como phishing, modalidade de fraude que emprega páginas ou mensagens falsas para induzir vítimas a fornecer dados ou realizar ações que beneficiem os responsáveis pelo golpe.

Os valores pagos pelas vítimas eram processados por plataformas de gestão de pagamentos instantâneos e direcionados a duas empresas identificadas durante a investigação. A análise financeira apontou um volume elevado de transações consideradas atípicas, incluindo operações com descrições genéricas, como “rematrícula” e “recarga”. Também foram identificadas diversas transações não concluídas e solicitações de devolução dos valores, segundo a Polícia Civil.

O cruzamento de dados financeiros e digitais levou os investigadores a um homem apontado como possível beneficiário direto dos valores. De acordo com a apuração, ele tentou realizar saques por meio de uma chave Pix vinculada ao próprio CPF.

Com base nas informações reunidas durante a investigação, a autoridade policial solicitou à Justiça os mandados de busca e apreensão nos endereços ligados ao investigado.

ATUALIZADO ÀS 13h40  •   Da Redação  [ + ]  —  Produzido pela equipe de jornalismo em regime de plantão do portal NF10. Especializado em fatos urgentes, cotidiano, clima, trânsito e utilidade pública, com responsabilidade e agilidade em informar.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
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