A greve dos trabalhadores de manutenção e montagem industrial do setor de petróleo será discutida nesta quarta-feira, dia 23, pela Justiça do Trabalho. Uma audiência de conciliação está marcada para as 15h, no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), no Centro do Rio de Janeiro, após o impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027.
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A categoria está em greve desde sexta-feira, dia 18, e, segundo informações divulgadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Pintura Industrial, Construção Civil e do Mobiliário (SINTPICC-RJ), a mobilização já alcança cerca de 30 unidades offshore nas Bacias de Campos e Santos, além de frentes de trabalho em terra. Em Macaé, há adesão em locais como o Terminal de Cabiúnas e o Parque de Tubos.
A paralisação envolve trabalhadores terceirizados que atuam nas áreas de manutenção e montagem industrial. O movimento foi deflagrado depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da CCT 2026/2027 e aprovou a greve por tempo indeterminado.
Entre as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores estão reajuste de 15% nos pisos salariais, aumento de 15% no vale-alimentação, cesta básica de R$ 1 mil e mudança na escala dos profissionais embarcados de 14 dias de trabalho por 14 de folga para 14 dias de trabalho por 21 de folga. A categoria também reivindica mudanças em benefícios e condições de trabalho.
De acordo com informações divulgadas sobre as negociações, a proposta patronal previa reajuste de 6,5% nos pisos, aumento de 10% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 786,01 e cesta natalina de R$ 120.
A audiência desta quarta-feira busca uma tentativa de acordo entre representantes dos trabalhadores e das empresas. Conforme informações divulgadas pelo Sindipetro-NF, eventual nova proposta apresentada durante a reunião deverá ser submetida à avaliação dos trabalhadores em assembleia. Até uma decisão da categoria, a paralisação permanece.
Apesar da mobilização, a Petrobras informou que acompanha as negociações entre as empresas contratadas e os trabalhadores e que adotou medidas para garantir a continuidade dos serviços a bordo. Segundo a estatal, as plataformas em produção seguem operando normalmente, sem impacto na produção ou no abastecimento.
A greve segue por tempo indeterminado enquanto não houver acordo entre as partes. O resultado da audiência no TRT-1 deve definir os próximos passos das negociações e da paralisação.

