PUBLICIDADE
Campos dos Goytacazes

Firjan apresenta anuário com recorte sobre a Bacia de Campos

Estudo lançado em Macaé reúne dados de produção, royalties e empregos nos municípios do Norte Fluminense

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Firjan SENAI SESI apresentou, na quinta-feira, dia 3, em Macaé, o recorte do Norte Fluminense da 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio. A publicação reúne dados sobre produção, empregos, receitas governamentais e as perspectivas da indústria de óleo, gás natural e energia na região.

Participe do canal de notícias do NF10 no WhatsApp

A apresentação aconteceu no auditório da entidade e foi seguida de um debate mediado pela gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso. Participaram Carlos Augusto Pacheco, analista de Pesquisa Energética da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e representante da Secretaria Executiva de Políticas Energéticas de Macaé.

Produção em recuperação

O estudo aponta que a produção da Bacia de Campos chegou a 840 mil barris por dia em julho de 2026, considerando as áreas localizadas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Desse volume, 580 mil barris diários foram extraídos na parte fluminense.

O resultado indica uma recuperação em relação aos 570 mil barris por dia registrados em setembro de 2024. Segundo o anuário, a produção avançou 9% em 2025 e 11% no acompanhamento de 2026.

O movimento está relacionado à revitalização dos campos maduros, com novos investimentos, aplicação de tecnologias e entrada de outras empresas na operação dos ativos. Em 2010, a Petrobras representava 89,2% no painel de operadores apresentado pela Firjan. Em 2026, aparece com 42,9%, dividindo espaço com PRIO, Trident Energy, Perenco Brasil e Brava.

A Bacia de Campos já tem cerca de 50 anos de atuação e existe uma série de campos que hoje estão sendo revitalizados. Macaé concentra grande parte das atividades e da infraestrutura, mas todos os municípios do entorno são impactados por esse movimento, explicou Sávio Bueno, gerente de Cenários de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan.

Firjan apresenta anuário com recorte sobre a Bacia de Campos
Foto: Divulgação

O levantamento relaciona 36 campos produtores confrontantes com Campos dos Goytacazes, 17 com Quissamã, 15 com Macaé, dez com Carapebus e dois com São João da Barra.

Outro dado apresentado trata do fator de recuperação, que mostra quanto do petróleo existente consegue ser retirado dos reservatórios. Na parte fluminense da Bacia de Campos, esse índice está em 17%, enquanto a média mundial é de 30%.

Até 2025, a região havia acumulado 13,3 bilhões de barris produzidos. Segundo uma simulação da Firjan, elevar o fator de recuperação até a média mundial poderia acrescentar 10,5 bilhões de barris à produção e representar um potencial de R$ 218 bilhões em royalties. A estimativa considera royalties de 5%, petróleo a US$ 80 por barril e dólar a R$ 5,20.

Receitas e empregos

Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, Macaé recebeu R$ 2,29 bilhões em royalties e participações especiais, ocupando a primeira posição no Norte Fluminense. Campos dos Goytacazes aparece em seguida, com R$ 1,05 bilhão.

No mesmo período, São João da Barra recebeu R$ 490 milhões; Quissamã, R$ 290 milhões; e Carapebus, R$ 230 milhões. No acumulado desde 2010, Campos ainda lidera, com R$ 13,32 bilhões, pouco acima dos R$ 12,76 bilhões destinados a Macaé. Para o prefeito Welberth Rezende, os números confirmam um crescimento já percebido pela administração municipal.

O anuário traz um retrato daquilo que a gente já via. A prefeitura sente isso no número de pessoas contratadas e no aumento da arrecadação. O estudo consolida essas informações e dá aos investidores mais segurança sobre o que está acontecendo na cidade, afirmou.

O Norte Fluminense também concentrava, em 2025, 58% dos empregos estaduais ligados à exploração e produção, 24% dos postos do segmento de abastecimento e 84% dos empregos da cadeia fornecedora.

Firjan apresenta anuário com recorte sobre a Bacia de Campos
A revitalização dos campos maduros contribui para a recuperação da produção na Bacia de Campos, que alcançou 840 mil barris por dia em julho de 2026 (Foto: Divulgação)

Dados para o planejamento

Karine Fragoso destacou que as informações podem ajudar os municípios a planejar investimentos e preparar a infraestrutura necessária para receber novos negócios.

É no Norte Fluminense que foi construída boa parte da tecnologia e do conhecimento necessários para atuar nesse mercado. Ainda existe uma longa trajetória de colaboração entre a indústria e os municípios da região, disse.

Karine também citou a proposta de constituição de um fundo soberano com receitas dos royalties em Macaé. A ferramenta permitiria reservar parte dos recursos e financiar investimentos em áreas como infraestrutura, saúde e educação.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Sylvio Lopes, avaliou que o crescimento da atividade precisa alcançar a população.

Não existe desenvolvimento econômico sem desenvolvimento humano, sem que as pessoas possam aproveitar esse crescimento. Precisamos preparar a cidade para receber investimentos e fazer com que eles se transformem em qualidade de vida, afirmou.

No panorama estadual, o anuário mostra que o Rio de Janeiro respondeu por 88% da produção nacional de petróleo em 2025, com 1,2 bilhão de barris e média de 3,3 milhões de barris por dia. O estado também recebeu R$ 45 bilhões em royalties e participações especiais no período.

Firjan apresenta anuário com recorte sobre a Bacia de Campos
Foto: Divulgação
ATUALIZADO ÀS 14h04  •   Alysson Nogueira  [ + ]  —   Diretor de Redação do NF10. Jornalista e comunicador apaixonado por histórias que conectam pessoas, instituições e comunidades.  •  Sugira uma correção: Notou algum erro ou deseja reportar uma atualização? Fale com a redação
*PUBLICIDADE*
|PUBLICIDADE|
[PUBLICIDADE]
PUBLICIDADE
-PUBLICIDADE-
[PUBLICIDADE]
PUBLICIDADE
-PUBLICIDADE-
[PUBLICIDADE]