A greve dos trabalhadores offshore de manutenção e montagem industrial continua após a Justiça do Trabalho indeferir o pedido do setor patronal para suspender a paralisação. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, dia 23, pelo gestor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Pintura Industrial, Construção Civil e do Mobiliário (SINTPICC-RJ), Leonardo Lessa, após a audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).
Participe do canal de notícias do NF10 no WhatsApp
Em vídeo divulgado pelo sindicato, Lessa informou que o desembargador responsável pelo processo rejeitou o pedido apresentado pelo setor patronal para suspender a greve.
O desembargador indeferiu o pedido de suspensão da greve feita pelo setor patronal. Nossa greve está mantida, afirmou Leonardo Lessa.
A paralisação começou na sexta-feira, dia 18, e, segundo informações divulgadas pelo sindicato, já alcança cerca de 30 unidades offshore nas Bacias de Campos e Santos, além de frentes de trabalho em terra. O movimento envolve trabalhadores de manutenção e montagem industrial.
Durante a audiência, foi apresentada uma nova proposta do setor patronal para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026/2027. De acordo com Lessa, o reajuste salarial permanece em 6,5%.
Foi muito difícil sair uma proposta. E a proposta deles foi manter os mesmos 6,5% de aumento salarial: os 4,5% que eles já deram e acrescentar mais dois, explicou.
Segundo o gestor jurídico, a principal alteração na proposta foi no vale-alimentação.
O único ponto que eles aumentaram foi o vale-alimentação, a cesta básica, que eles fizeram a proposta de R$ 850, disse.
A proposta ainda será avaliada pelos trabalhadores. O SINTPICC-RJ anunciou uma assembleia para segunda-feira, dia 28, quando a categoria deverá votar os termos apresentados e discutir os próximos passos da paralisação.
O edital com as informações sobre horário e local da assembleia deve ser preparado nesta quinta-feira, dia 24, e divulgado pelo sindicato a partir de sexta-feira, dia 25.
Uma nova audiência de conciliação está prevista para terça-feira, dia 29, conforme informado pelo gestor jurídico.
Até a assembleia, a greve segue por tempo indeterminado. Lessa também orientou os trabalhadores a manterem a mobilização dentro das regras previstas em lei.

