A instabilidade do tempo ainda exige atenção no Norte e no Noroeste Fluminense. A Defesa Civil mantém o monitoramento para novos episódios de chuva forte entre a noite desta quarta-feira, dia 23, e a madrugada de quinta-feira, dia 24, período em que o solo já encharcado e a elevação de rios e córregos aumentam o risco de alagamentos, inundações e deslizamentos.
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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) manteve o aviso de perigo para acumulo de chuva, que abrange as regiões Norte e Noroeste do estado. O alerta prevê volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros ao longo do dia, com possibilidade de alagamentos, deslizamentos de encostas e transbordamentos de rios.
O Cemaden-RJ mantém risco hidrológico moderado em Porciúncula, Natividade, Miracema, Laje do Muriaé, Itaperuna, Itaocara, Italva, Cambuci, Bom Jesus do Itabapoana e Aperibé. O cenário indica necessidade de atenção principalmente em áreas próximas a rios, córregos e locais historicamente sujeitos a alagamentos.

Temporal já deixou estragos em Porciúncula
A preocupação aumenta depois dos transtornos registrados na noite de terça-feira, dia 22, em Porciúncula. O município foi atingido por uma tempestade acompanhada de granizo e ventos fortes, que provocou alagamentos e quedas de árvores. No bairro Operário, a água subiu em alguns pontos e, próximo à Praça Central, parte de uma via cedeu, possivelmente após o rompimento de uma manilha.
No distrito de Santa Clara, uma árvore caiu sobre a rede elétrica, derrubou um poste e bloqueou a passagem de um ônibus escolar. Os estudantes precisaram desembarcar e continuar o trajeto a pé. Outros três eucaliptos também caíram sobre a estrada de acesso ao distrito e precisaram ser retirados pelas equipes da Defesa Civil. Não houve registro de feridos.
A sequência de chuva também reacende a preocupação em Santo Antônio de Pádua, município que já sofreu neste ano com a cheia do Rio Pomba. No fim de fevereiro, o rio ultrapassou a cota de transbordo de cinco metros e inundou diferentes pontos da cidade. Posteriormente, chegou a atingir 6,31 metros no pico da enchente, segundo a Defesa Civil municipal.
Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

