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Crimes

PF indicia deputado Rodrigo Bacellar e TH Joias por ligação com o CV

Investigação aponta suspeita de vazamento de informações e tráfico de influência no RJ

  ∗  Da Redação
Foto: Reprodução Rede Social
Foto: Reprodução Rede Social

A Polícia Federal indiciou nesta sexta-feira, dia 27, o deputado estadual Rodrigo Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, por suposta ligação com a facção criminosa Comando Vermelho e por envolvimento em um esquema que teria favorecido o tráfico de drogas no Estado do Rio de Janeiro.

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O inquérito, que foi concluído pela PF e enviado ao Supremo Tribunal Federal, aponta que Bacellar, que é presidente afastado da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e TH Joias teriam compartilhado informações sigilosas de investigações em benefício da facção criminosa. A suspeita é de que dados sobre operações policiais, incluindo a chamada Operação Zargun, foram vazados para integrantes do CV, o que poderia ter permitido vantagem à organização criminosa.

Além dos dois políticos, outras três pessoas também foram formalmente indiciadas pela PF: Flávia Júdice Neto, ex-assessora da Alerj e esposa do desembargador federal Macário Júdice Neto; Jéssica Oliveira Santos; e Tharcio Nascimento Salgado, todos apontados como ligados ao esquema. Não há indiciamento formal do desembargador Júdice Neto, que chegou a ser preso durante as investigações, devido às proteções legais previstas para magistrados.

O relatório da PF aponta indícios de organização criminosa, obstrução à Justiça e favorecimento pessoal relacionados ao suposto vazamento de informações. A investigação identificou que a estrutura envolvia agentes políticos e públicos, e buscava garantir que membros do CV fossem beneficiados ou alertados antecipadamente sobre ações policiais.

O TH Joias já havia sido preso em setembro de 2025, em operação contra o tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, e é apontado em inquéritos anteriores como intermediador de negociações de armas e equipamentos para facções criminosas. Bacellar, por sua vez, chegou a ser detido pela PF em dezembro, na chamada Operação Unha e Carne, sob a acusação de ter fornecido a TH Joias informações sigilosas que comprometeriam a eficácia das investigações, mas foi solto poucos dias depois após decisão judicial e permanece afastado do mandato.

A defesa de Bacellar classificou o indiciamento como “arbitrário e abusivo”, afirmando que não existem elementos probatórios que sustentem a imputação de crimes ao parlamentar. O espaço para manifestação em nome de TH Joias ainda estava aberto até a publicação desta reportagem.

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